Uber despediu pelo menos 20 trabalhadores devido a queixas de assédio sexual

Foram investigadas 215 queixas

A Uber despediu pelo menos 20 trabalhadores na sequência de uma investigação dentro da empresa tendo em conta várias queixas de assédio sexual.

Numa reunião esta terça-feira, os empregados da empresa informou que foram investigadas 215 queixas de assédio, sendo que 100 não levaram a qualquer ação por parte da empresa, diz a CNN.

Além de queixas de cariz sexual, dentro dos 215 casos estão ainda situações de discriminação, comportamento pouco profissional e bullying.

Em fevereiro, a Uber viu-se envolvida em acusações de sexismo e assédio sexual recorrente dentro da empresa, por parte de uma ex-funcionária, Susan Fowler.

Fowler revelou, num blogue, que existiam muitos comportamentos incorretos dentro da empresa, que pouco fazia para os corrigir. Contou também que lhe chegou a ser proposto sexo por parte de um superior. Mais tarde Susan Fowler descobriu que mais pessoas haviam falado sobre assuntos similares dentro da empresa, que se limitou a emitir avisos.

Não é ainda claro quais são os papéis e os postos de quem foi despedido mas, de acordo com fonte da CNN, vários funcionários de nível alto já não estão na empresa como resultado da investigação.

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