Três semanas para se criar startups vencedoras em Cascais

Alar Kolk é o presidente da EIA e professor na Universidade de Stanford (EUA)

Há 81 universitários portugueses entre os participantes no European Innovation Academy

Criar em três semanas startups tecnológicas que possam ser projetos vencedores no mercado é o desafio a que vão ter de responder as três centenas de alunos de 63 nacionalidades participantes na primeira edição nacional de um programa liderado pela European Innovation Academy (EIA), entidade que tem como objetivo desenvolver as capacidades empreendedoras das equipas que vão trabalhar em conjunto até 4 de agosto.

Hoje o Centro de Congressos do Estoril vai receber o Innovation Day, que mais não é do que as conferências de arranque para os próximos dias. "O programa de empreendedorismo da nova geração da European Innovation Academy é o programa de educação mais avançado a nível mundial. Foi desenvolvido ao longo de cinco anos por representantes de instituições de topo de Silicon Valley até se tornar uma experiência uniforme e abrangente que ajuda alunos a fazer da sua ideia uma startup em apenas 14 dias. É um programa empírico, interdisciplinar e internacional", adiantou ao DN Alar Kolk, presidente da EIA e professor na Universidade de Stanford (EUA).

Este encontro vai contar com a presença de 14 universidades e institutos politécnicos portugueses - que estão integradas num projeto de responsabilidade social corporativa criado pelo banco Santander, que irá atribuir 35 bolsas a estudantes que se destaquem nestas três semanas -, num total de 81 alunos.

Durante os dias em que o evento decorre haverá intervenções de diversos empresários que também vão estar atentos aos trabalhos que estarão a ser desenvolvidos. Outra parte importante deste desafio é a presença de empresas de capital de risco que podem considerar que alguns dos projetos apresentados para criar startups poderão merecer um investimento.

"As startups precisam de uma boa equipa que consiga aprender rapidamente com os insucessos e que consiga descobrir o enquadramento do produto no mercado. A equipa tem de ter um conjunto diversificado de competências e um plano ambicioso para mudar os modelos de negócio e indústrias que já existem", defendeu Alar Kolk. O presidente do EIA lembrou que "todos os produtos vão acabar por se tornar digitais. Hoje em dia, já todas as empresas exploram tecnologias da sua área de negócio. A transformação digital vai oferecer novas vantagens competitivas, vai permitir que os negócios tradicionais assegurem o seu funcionamento no futuro e vai também oferecer oportunidades às startups de desenvolvimento de novos mercados".

E é nessa aposta no digital que vão estar focadas as equipas que participam nesta iniciativa da European Innovation Academy, com a instituição a ter como objetivo a criação de 50 projetos diferentes nesse domínio, com os smart devices, big data, internet of things, a surgirem como exemplo.

Confirmada está também a instalação da EIA no futuro campus da Faculdade de Economia, da Universidade Nova de Lisboa, provavelmente durante cinco anos.

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