Trabalhar por turnos afeta memória, concentração e capacidade de aprender

Estudo indica que as pessoas que trabalham por turnos podem levar até cinco anos a recuperar funções cerebrais perdidas devido ao trabalho rotativo

Um estudo da universidade de Uppsala, na Suécia, demonstrou que que as pessoas que trabalham por turnos, em comparação com aquelas que não têm horários rotativos, precisam de mais tempo para completar um teste habitualmente usado pelos médicos para determinar deficiências na função cognitiva.

A pesquisa, revela a plataforma da Science Daily, foi publicada na revista Neurobiology of Aging e contou com a participação de 7000 indivíduos. "Os nossos resultados indicam que o trabalho por turnos está ligado a piores desempenhos num teste que é frequentemente utilizado para avaliar problemas cognitivos", revelou Christian Benedict, professor no Departamento de Neurociência na universidade sueca. "Os piores desempenhos foram observados apenas em trabalhadores que trabalharam - e continuam a trabalhar - por turnos nos últimos cinco anos. Por oposição, não foi observada qualquer diferença entre os funcionários que nunca trabalham por turnos e aqueles que não o fizeram nos últimos cinco anos", acrescentou o especialista.

Na prática, os resultados indicam que apesar de o trabalho rotativo alterar, efetivamente, as funções cognitivas, tornando as pessoas mais esquecidas, desconcentradas e com maior dificuldade em tomar decisões e aprender sobre assuntos desconhecidos, os impactos dos turnos não são irreversíveis: cinco anos depois de terminarem os horários irregulares, as funções cerebrais mais relevantes são recuperadas, garantem os especialistas.

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