Seguranças dos aeroportos começam greve de cinco dias no sábado

Paralisação dos trabalhadores das empresas de segurança privada vai abranger todos os aeroportos nacionais

Os trabalhadores da segurança dos aeroportos começam no sábado uma greve de cinco dias exigindo melhores condições laborais, um protesto que coincide nos primeiros dois dias com o controlo de fronteiras devido à visita papal.

A paralisação dos trabalhadores das empresas de segurança privada - Prosegur e Securitas -, convocada pelo Sitava, que se prolonga até quarta-feira, vai abranger todos os aeroportos nacionais, com o objetivo de exigir melhores condições de trabalho, nomeadamente quanto aos horários de trabalho e aos salários.

A AES -- Associação de Empresas de Segurança lamentou a greve convocada pelo Sitava - Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos e recorda que o pré-aviso foi comunicado "um dia depois de as partes terem sido convocadas pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) para uma reunião", cujo objetivo era "dar continuidade ao processo de conciliação [e] fazer um ponto da situação do mesmo".

Sublinhando que a última reunião entre a AES e o Sitava aconteceu em 20 de março, que em 26 de abril as partes foram convocadas pela DGERT para uma reunião a ter lugar em 08 de maio, a associação que representa as empresas de segurança considera que a convocação pelo Sitava, em 27 de abril, de uma greve "em lugar de prosseguir com a negociação [...] apenas contribui para obstaculizar o processo negocial".

A AES reitera a sua disponibilidade em negociar com o Sitava para "alcançar um contrato coletivo, que concilie as reivindicações dos trabalhadores com as necessidades do setor, nomeadamente, em termos da melhoria da formação dos vigilantes, da atualização das condições salariais, da organização dos tempos de trabalho e, acima de tudo, da preservação dos postos de trabalho".

Esta greve coincide com a visita do papa Francisco a Portugal, na sexta-feira e no sábado, por ocasião do centenário das "aparições" de Fátima e da canonização de Francisco e Jacinta Marto, duas das crianças que estão na origem do fenómeno de Fátima.

A paralisação dos trabalhadores de segurança dos aeroportos coincide também com a reposição do controlo de fronteiras em Portugal, incluindo as dos aeroportos, uma das medidas das forças de segurança portuguesas no âmbito da visita papal que estará em vigor até às 00:00 de domingo, o que será mais um procedimento pelo qual todos os passageiros terão de passar.

Questionada sobre o impacto previsto desta greve, fonte da ANA - Aeroportos de Portugal, que gere a rede aeroportuária do país, remeteu esclarecimentos e recomendações aos passageiros para sexta-feira.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.