O tigre da Tasmânia, que desapareceu há 80 anos, pode não estar extinto

Cientistas lançam busca no terreno para tentar encontrar animais vivos desta espécie

Avistamentos "plausíveis" de um Tigre da Tasmânia, um animal considerado extinto há já 80 anos, estão a levar cientistas australianos a uma nova busca pelo animal. Em Queensland, no nordeste da Austrália, várias descrições de um animal que apresenta semelhanças com um cão - mas que não corresponde a nenhuma espécie que viva na região - reacenderam a esperança de encontrar ainda animais vivos.

O Tigre da Tasmânia foi considerado extinto em 1936, quando morreu o último animal em cativeiro. O Tigre (ou Lobo da Tasmânia) era na verdade um marsupial, mais aproximado ao Diabo da Tasmânia ou ao canguru do que a um tigre ou um lobo.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, cientistas da Universidade James Cook lançaram uma nova busca pelo animal, depois de algumas das descrições feitas terem sido consideradas "plausíveis". Sandra Abell, investigadora daquela universidade que está a dirigir os trabalhos no terreno, prepara-se para instalar 50 câmaras na península de Cape York, onde se têm registado vários possíveis avistamentos.

A própria investigadora considera que a probabilidade de encontrar animais vivos desta espécie "é baixa". Mas não é impossível: "Não é uma criatura mítica. As pessoas que dizem que viram os animais conseguem descrevê-los com grande detalhe". Ainda assim, mesmo que as câmaras não venham a registar a presença de tigres da Tasmânia, Sandra Abell não dará a investigação por perdida, dado que o objetivo passa também por recolher dados sobre os marsupiais que vivem naquela região e que, de acordo com a investigadora, estão ameaçados pela presença de novos predadores.

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