Teve bebé na casa de banho e voltou para acabar de filmar jogo de voleibol

A adolescente abandonou a recém-nascida no meio de arbustos, numa "reação de pânico"

Uma adolescente chinesa deu à luz um bebé na casa de banho de um recinto desportivo, onde assistia a um torneio de voleibol, tendo abandonado a criança no meio de arbustos antes de voltar à partida.

Segundo relata a imprensa estatal, a adolescente terá entrado em trabalho de parto quando filmava uma partida de voleibol do campeonato nacional chinês sub18, na cidade de Changxing, província de Zhejiang, costa leste do país.

Depois de ter dado à luz na casa de banho, a jovem abandonou a recém-nascida no meio de arbustos, numa "reação de pânico", segundo descreve o jornal local Hangzhou Daily, e voltou para continuar a filmar a partida.

A bebé terá sido descoberta por um transeunte, que seguiu um rasto de sangue no chão até chegar à mãe, descreve o jornal.

"Ela estava a descansar junto ao campo", descreveu o homem, identificado como Wang, à versão 'online' do Diário do Povo, o órgão oficial do Partido Comunista Chinês (PCC). "Parecia bem após o parto. Deve ter um corpo forte para conseguir dar à luz uma criança durante uma partida", disse.

Os bebés nascidos fora do casamento na China são muitas vezes abandonados devido às pressões de uma sociedade ainda tradicional e à restritiva política de natalidade do país, que proíbe os casais de terem mais de dois filhos.

No domingo passado, um recém-nascido foi resgatado de uma sanita na província de Yunnan, sudoeste da China, de acordo com um 'site' gerido pelo ministério de Segurança Pública chinês. Na mesma nota não se pormenoriza se o bebé acabou preso no tubo por ação deliberada ou acidente.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.