Taxistas bloqueiam aeroporto enquanto representantes se reúnem com ministro

O presidente da ANTRAL, Florêncio Almeida, disse que os taxistas vão manter-se junto à Rotunda do Relógio, em Lisboa, por tempo indeterminado

Centenas de taxistas concentravam-se às 14:30 em protesto junto ao aeroporto de Lisboa, bloqueando o trânsito até à rotunda do Relógio, enquanto os dirigentes do setor eram recebidos no Ministério do Ambiente, numa tentativa de desbloquear a situação.

O presidente da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) e o seu congénere da Federação Portuguesa do Táxi (FPT) foram chamados para uma "reunião de urgência" no Ministério do Ambiente, que às 13:00 estava a decorrer, depois de confrontos entre taxistas e a polícia junto ao aeroporto de Lisboa.

Um grupo de taxistas que participa na manifestação que decorre esta segunda-feira em Lisboa saiu dos carros e bloqueou o acesso ao aeroporto, registando-se confrontos com a polícia, que tentou impedir o bloqueio, perto das 11:00, junto à Rotunda do Relógio (por baixo do viaduto da Segunda Circular).

Os ânimos exaltaram-se e os taxistas acabaram por atirar garrafas de água e sumos. Os agentes responderam atirando petardos e 'very lights' e afastando os manifestantes.

Até ao final da manhã, a PSP deteve três pessoas que participavam na manifestação, na zona do aeroporto, disse à agência Lusa fonte oficial da PSP.

Os taxistas que estavam na Rotunda do Relógio, em Lisboa, deixaram os carros para tentar cortar a estrada de acesso ao aeroporto por verem outros profissionais, alegadamente da Uber, a fazer o transporte de passageiros e regressaram ao aeroporto.

O Metro de Lisboa registou na manhã desta segunda-feira "um aumento da procura", devido à manifestação dos taxistas, disse à agência Lusa fonte da empresa, acrescentando que houve um reforço do serviço prestado aos utentes.

Já o serviço de autocarros da Carris verificou perturbações "nos troços e carreiras que passam pela zona em que a manifestação se encontra parada", junto ao aeroporto Humberto Delgado.

O presidente da ANTRAL, Florêncio Almeida, disse que os taxistas vão manter-se junto à Rotunda do Relógio, em Lisboa, por tempo indeterminado, até que alguém do Governo encontre uma solução para os problemas do setor.

Florêncio Almeida atribuiu a responsabilidade do "descontrolo da situação" às autoridades, por terem constantemente atrasado a marcha de protesto.

O líder da FPT, Carlos Ramos, pediu a intervenção do Presidente da República no diferendo entre a Uber e os profissionais do setor, acusando o Governo de incapacidade de resolver o problema.

Os taxistas começaram às 09:00, no Parque das Nações uma marcha lenta em Lisboa, quase seis meses depois de terem feito um protesto idêntico, em luta contra a regulação, proposta pelo Governo, da atividade das plataformas de transportes de passageiros como a Uber ou a Cabify. O fim previsto da manifestação era a Assembleia da República.

As plataformas Uber e Cabify permitem pedir carros descaracterizados de transporte de passageiros através de uma aplicação para 'smartphones', mas estes operadores não têm de cumprir os mesmos requisitos -- financeiros, de formação e de segurança -- do que os táxis.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.