Táxi substitui autocarro numa carreira que apenas serve duas crianças

A experiência da empresa de transportes poderá ser repetida em outros trajetos

Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) substituíram autocarros por táxis numa carreira que "apenas serve duas crianças" nas deslocações de e para a escola.

Em declarações à Lusa, um dos administradores da empresa municipal de transportes da autarquia bracarense, Teotónio Santos, disse que se trata de uma "experiência pioneira" que pode ser replicada noutros trajetos, visando "poupança, conforto e flexibilidade" no serviço de transportes.

Teotónio Santos explicou que a carreira entre Ruilhe, "uma das freguesias limítrofes do concelho", e Tadim, é feita para cumprir a obrigação de assegurar o transporte escolar de duas crianças, "que iam sozinhas num autocarro de pelo menos 23 lugares (minibus), que fazia 72 quilómetros por dia".

Os autocarros foram, desde setembro e durante o primeiro período escolar, substituídos por um táxi, que assegura o transporte das duas crianças, fazendo um percurso de 45 quilómetros por dia.

"Há redução de quilómetros e de consumo - porque obviamente, um táxi consome menos que um autocarro, mesmo dos mais pequenos -, o que é bom para ambiente e positivo numa ótica de sustentabilidade", defendeu o responsável.

Segundo explicou, "um minibus gasta cerca de 20 litros aos 100, um táxi nem metade" pelo que, disse, "a diferença enorme e ninguém fica prejudicado".

Teotónio Santos destacou que "esta é uma forma eficaz de assegurar e garantir o serviço, mas de forma muito mais económica".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.