Sónia Lima está na ala psiquiátrica do hospital prisional de Caxias

A mãe que terá atirado as duas filhas crianças ao mar está numa unidade de saúde ligada a uma prisão, a única do género no país, que acolhe reclusos e presos preventivos em regime ambulatório

Sónia Lima, 37 anos, a mãe que terá atirado as duas filhas pequenas ao mar em Caxias (Oeiras), recolheu ontem à noite como presa preventiva para o hospital prisional de Caxias, onde estará em observação uma vez que apresenta um quadro depressivo. Quando estiver mais controlada será transferida para outro estabelecimento prisional, o mais provável será a cadeia feminina de Tires (Cascais).

Este hospital ligado ao estabelecimento prisional de Caxias acolhe reclusos e presos preventivos, como esta mulher, em regime ambulatório, para os necessários tratamentos, cirurgias e consultas de prisioneiros cuja situação não permita a permanência fora do sistema prisional. É o caso de Sónia, sujeita a prisão preventiva por o Ministério Público considerar serem fortes os indícios de que terá assassinado as duas filhas menores por causa de uma disputa odiosa que mantinha com o ex-companheiro e pai das crianças, acusado de violência doméstica e abuso sexual das filhas pela ex-mulher.

O estabelecimento prisional de Caxias, a par da penitenciária de Lisboa (EPL), é uma prisão de entrada, de nível de segurança alta. Recebe todos os presos preventivos oriundos das comarcas inseridos nos centros urbanos mais populosos do país como Amadora, Sintra, Oeiras, Cascais e Lisboa.

O hospital prisional tem as valências de clínica geral, psiquiatria, psicologia, enfermagem e gestão de farmácia. Segundo os últimos dados estatísticos disponíveis no site da Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, foram realizadas ali mais de 4000 consultas de clínica geral, 310 consultas de psiquiatria e 1224 consultas de psicologia clínica.

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