Será possível prever crimes? Estes algoritmos ajudam

Há um mega projeto nos EUA a prever quais os soldados em risco de cometerem crimes

Em março de 2012, um sargento do exército norte-americano escapou-se a meio da noite da base onde estava, no Afeganistão, e disparou freneticamente sobre 22 civis, matando 16 afegãos num ataque inexplicável. Robert Bales, então com 39 anos, não ficou por aqui: queimou os corpos de várias vítimas, naquele que é conhecido como o "massacre de Kandahar." O sargento foi condenado a prisão perpétua, mas os motivos para o crime são, até hoje, desconhecidos. Como foi possível? Poderão ser evitados episódios destes no futuro?

Sim, acredita o doutor Ronald C. Kessler, da Harvard Medical School, que está a liderar um ambicioso projeto de predição informática de crimes violentos entre os militares. A ideia é que o algoritmo analise as bases de dados do exército e detete militares em elevado risco de cometer crimes no futuro. A equipa de investigadores publicou os resultados da primeira fase de pesquisa na revista científica Psychological Medicine, e vai passar à segunda fase. O sistema poderá mais tarde ser aplicado noutros segmentos da população. "Estamos a construir uma base de dados em tempo real", explica ao DN Ronald Kessler, que prevê um ano para validação do modelo. "Se for possível replicar o que já conseguimos, o exército está muito interessado em usar o sistema para intervir junto dos militares em risco."

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