Muro que desabou na Graça colapsou com o peso das terras

Em causa está um muro de "betão projetado para o terreno natural e que, ao fim destes anos todos, porque a drenagem natural do muro deixou de funcionar, naturalmente, colapsou"

A Câmara de Lisboa explicou esta sexta-feira que o muro que desabou na Rua Damasceno Monteiro, zona da Graça, motivando a evacuação de cinco prédios de habitação, colapsou com o peso das terras, o que provocou deslizamentos.

Falando aos jornalistas no local da ocorrência, a diretora municipal de Projetos e Obras da Câmara de Lisboa, Helena Bicho, indicou que em causa está um muro de "betão projetado para o terreno natural e que, ao fim destes anos todos, porque a drenagem natural do muro deixou de funcionar, naturalmente, colapsou".

"Não são muros que tenham manutenção específica. Colapsou com peso das terras", acrescentou a responsável, que falava depois de uma reunião do município com moradores.

Parte do muro (de propriedade privada) do condomínio Vila da Graça, no bairro Estrela d'Oiro, ruiu pelas 05:40 de segunda-feira, provocando um deslizamento de terras para as traseiras de cinco edifícios da rua Damasceno Monteiro (dos números 102 ao 110).

Entretanto, a autarquia disse que iria tomar posse administrativa do terreno - incluindo o muro e a zona envolvente -, para dar início às obras de requalificação, de forma a resolver o problema e evitar novos desabamentos.

No local, as equipas vão, nos próximos dias, fazer trabalhos que consistem em "refazer a parte do muro que derrubou e, de seguida, reforçar os dois troços do muro que ficaram em pé", precisou Helena Bicho.

"Neste momento, a fim de assegurar a segurança dos trabalhadores que o vão fazer, visto que não existem moradores nos edifícios, vamos consolidar, retirar terras na zona onde eles vão trabalhar e vão trabalhar em cima de máquinas, nunca diretamente no terreno", indicou a diretora municipal.

Apesar de estimar um prazo mínimo de quatro meses, a especialista sublinhou que "é difícil prever, tendo em conta as condições atmosféricas".

Moradores desalojados da Rua Damasceno Monteiro retiraram hoje "à pressa" roupas e outros bens dos prédios afetados pelo desabamento de terras de segunda-feira, confessando que há anos que viviam com receio desta situação.

Segundo a autarquia, mantêm-se evacuados os prédios dos números 102, 104, 106, 108 e 110 da Rua Damasceno Monteiro, num total de 78 pessoas realojadas.

Também hoje, a rua foi interditada à circulação automóvel para arrancarem as obras de intervenção nos prédios afetados e assim continuará nos próximos dias.

O deslizamento provocou danos nestes cinco edifícios de habitação e em algumas viaturas.

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