Quem grafitar no Evereste terá o nome na lista negra

Autoridades chinesas vão divulgar publicamente o nome de quem deixar a sua marca em monumentos e letreiros do campo base

Com o nova temporada de subidas ao pico mais alto do mundo já em marcha, regressam em força as expedições e suas rotinas. Mas uma delas, a de grafitar o nome, ou "eu estive aqui" - ou outra coisa qualquer - em monumentos, letreiros e tabuletas do campo base, ou ao longo dos trilhos da região tibetana do Evereste, passa a ser perseguida pelas autoridades chinesas.

A ideia é tornar públicos e, dessa formar humilhar, os engraçados que se atreverem a deixar a sua marca, tanto no campo base do lado lado tibetano da montanha mais alta do mundo, como ao longo dos caminhos que conduzem ao topo.

A medida entra desde já em vigor e o primeiro anúncio público dos nomes dos prevaricadores será feito pelas autoridades chinesas ainda durante este ano.

"A partir deste ano vamos pôr em prática uma lista negra para punir os turistas que se portam mal, como os que deixarem graffiti, e a lista negra será tornada pública através dos meios de comunicação", afirmou Gu Chunlei, que dirige o gabinete de turismo da região de Tingri, citado na BBC News. Não fica claro se a punição dos grafiteiros é exclusivamente a de verem o seu nome divulgado nessa lista negra, ou se porventura haverá mais alguma sanção, como o pagamento de multas.

Seja como for, elaborar essa lista negra não representará uma grande dificuldade para as autoridades, uma vez que todos os turistas e escaladores que se aventuram por aquela vertente da montanha têm de se registar previamente e assim podem ser identificados.

Uma outra vertente deste combate aos graffiti no Evereste passará pela colocação no campo base, pelo menos, de suportes próprios para os turistas poderem deixar ali a sua marca, se assim o desejarem, segundo explicou ainda Gu Chunlei. O responsável não especificou, no entanto, quando isso será concretizado.

Esta não é a primeira vez que a República Popular da China recorre à colocação de estruturas próprias para que os visitantes possam dar largas à sua criatividade grafiteira, sem danificar os monumentos. Isso já acontece há mais de uma ano na Grande Muralha da China, numa das zonas mais visitadas da muralha, pelos vistos com bons resultados, uma vez que a iniciativa vai agora ser replicada no Evereste.

Referência quase mítica, extrema e desafiante, a montanha mais alta do mundo é um corrupio de gente a cada nova temporada de subidas: nesta altura chegam a mais de meio milhar de pessoas por dia no campo base.

Exclusivos