Portuguesa morre após ter sido sequestrada na Venezuela

Comerciante de 42 anos e o marido foram atacados em Caracas. O homem ficou ferido

Uma comerciante portuguesa de 42 anos morreu depois de ter sido sequestrada por desconhecidos, que feriram ainda o marido, em Caracas, avançaram fontes da comunidade portuguesa à Lusa.

Segundo as fontes, Maria Fátima de Olim Teixeira e o marido Freddy Navas Caraballo (48 anos) foram intercetados por vários homens armados quando se dirigiam para a casa de uma família num dos seus automóveis, um Toyota Corolla branco.

O sequestro aconteceu pelas 21:00 horas locais de quinta-feira (01:30 horas de hoje em Lisboa) na urbanização Caurimare do Município de Baruta.

Os vizinhos alertaram a polícia quando verificaram que os criminosos obrigavam ambos a passarem para o assento de trás de uma outra viatura.

Uma familiar da vítima, Jesus de Olim, explicou aos jornalistas que o marido, um antigo funcionário da extinta Polícia Metropolitana, tinha uma pistola com a qual enfrentou os criminosos, que perderam o controlo da viatura e embateram contra uma parede. A mulher terá morrido instantaneamente.

O marido e um sequestrador ficaram feridos, tendo sido levados para o Hospital Domingo Luciani.

Funcionários policiais confiscaram, dentro da viatura, uma granada (engenho explosivo), que terá sido usado pelos raptores para intimidar as vítimas e duas pistolas.

Mãe de dois filhos, Maria Fátima de Olim Teixeira era proprietária de um pequeno restaurante em Cátia (oeste de Caracas) e preparava-se para regressar para Portugal, devido à insegurança que se vive na Venezuela.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.