Portugal, Espanha e França unidos na defesa da Tourada

Prótoiro é membro fundador do Conselho Internacional de Tauromaquia. Paulo Pessoa de Carvalho (PróToiro), Victorino Martin (Fundación del Toiro de Lidia) e André Viard (Observatoire National des Culture Taurines) assinaram acordo histórico para traçar estratégia de promoção da tourada

A Prótoiro (Portugal), a Fundación del Toro de Lidia (Espanha) e o Observatoire National des Culture Taurines (França) criaram o Conselho Internacional de Tauromaquia com o objetivo de promover a cultura taurina e defender todas as atividades taurinas de movimentos proibicionistas. Num acordo histórico, estes três países de fortes tradições tauromáquicas dão agora início a um processo de cooperação internacional na defesa e promoção da tauromaquia, assim como da sua prática e desenvolvimento.

"Existe hoje uma tentativa de destruir a cultura taurina, feita por organizações internacionais, pelo que a nossa resposta tem de ser também de âmbito internacional e concertada entre os três países taurinos da Europa", defende Paulo Pessoa de Carvalho, Presidente da Prótoiro, para quem a "criação do Conselho Internacional de Tauromaquia é uma demonstração da força e vitalidade das touradas nestes países".

Com o CIT, acrescenta Paulo Pessoa de Carvalho, "pretende-se potenciar a defesa e promoção dentro dos três países, mas também levar a cultura taurina a nível internacional, incluindo a organizações como o Parlamento Europeu ou a ONU".

O Conselho Internacional de Tauromaquia compromete-se, entre outras matérias, a apoiar os países no reconhecimento das manifestações taurinas como património cultural imaterial, ao abrigo da Convenção da UNESCO de 2003.

Outra área de ação do CIT passa pela sensibilização de grupos políticos e de comunicação social sobre a riqueza cultural, económica, social, artística e pedagógica da tauromaquia.

O CIT visa também promover a solidariedade e a mobilização dos aficionados de todos os países. O objetivo é que a voz de todos seja ouvida, quando reivindicarem o direito de poder praticar a sua cultura e transmiti-la às novas gerações, mas também quando for necessário denunciar os ataques de que tem sido alvo.

O protocolo foi assinado esta terça-feira, em Madrid (Espanha), numa encontro histórico para a comunidade taurina internacional. Está previsto que as organizações dos outros países com tradição tauromáquica se possam juntar ao Conselho Internacional de Tauromaquia.

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