Dois polícias detidos por envolvimento em homícidio de cinco jovens

Jovens do sexo masculino foram encontrados por populares no Bairro da Lixeira

Dois efetivos da polícia angolana foram detidos por estarem alegadamente implicados no homicídio de cinco jovens, ocorrido a 14 de novembro, no centro de Luanda, disse hoje à Lusa fonte da delegação provincial do Ministério do Interior.

De acordo com a mesma informação, as diligências realizadas por elementos do Serviço de Investigação Criminal (SIC), central e provincial, "culminaram com a identificação de alguns suspeitos" da prática do crime, "tendo procedido à detenção e apresentação dos mesmos ao magistrado do Ministério Público", num total que não foi revelado.

A fonte acrescentou que os detidos são efetivos na 32.ª Esquadra da Polícia Nacional de Angola, "dois dos quais a responder em processo disciplinar por violação de normas na condução de detidos, amplamente divulgado nas redes sociais".

"Estão em curso diligências no sentido de proceder à detenção de mais envolvidos e aberto um inquérito no sentido de determinar as circunstâncias em que os factos ocorreram", adiantou.

De acordo com informação anterior da delegação do Ministério do Interior na província de Luanda, o caso foi participado, por denúncia, na tarde de 14 de novembro, apontando então para cinco cadáveres do sexo masculino, encontrados por populares no Bairro da Lixeira, no município do Kilamba Kiaxi.

Uma equipa do piquete da polícia angolana confirmou no local a existência de cinco vítimas, aparentando ter idades entre os 20 e 23 anos, "encontradas com perfurações de projeteis de armas de fogo por determinar".

"Segundo as informações colhidas no local, presume-se que algumas da vítimas sejam residentes na zona da ocorrência, visto que testemunhas no local afirmavam conhecer três das cinco pessoas", acrescenta o comunicado.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

Premium

Adriano Moreira

A crise política da União Europeia

A Guerra de 1914 surgiu numa data em que a Europa era considerada como a "Europa dominadora", e os povos europeus enfrentaram-se animados por um fervor patriótico que a informação orientava para uma intervenção de curto prazo. Quando o armistício foi assinado, em 11 de novembro de 1918, a guerra tinha provocado mais de dez milhões de mortos, um número pesado de mutilados e doentes, a destruição de meios de combate ruinosos em terra, mar e ar, avaliando-se as despesas militares em 961 mil milhões de francos-ouro, sendo impossível avaliar as destruições causadas nos territórios envolvidos.