Polícia suíça está a contactar famílias e a prestar apoio psicológico

Nove das vítimas mortais residiam em Friburgo

A polícia suíça está a contactar as famílias dos portugueses que morreram no acidente de viação de quinta-feira, residentes na cidade de Friburgo, tendo disponibilizado apoio psicológico, disse à Lusa o porta-voz daquela força de segurança.

As autoridades policiais suíças fizeram hoje uma conferência de imprensa, na sequência do acidente, já que as vítimas portuguesas residiam todas na Suíça, a maior parte das quais na cidade de Friburgo.

Na conferência de imprensa estiveram presentes, além do porta-voz da polícia, Gallus Rice, uma oficial do Departamento de Investigação Criminal, Jacques Meuwly, e a chanceler de Friburgo, Danielle Gagnaux-Morel.

Contactado pela agência Lusa, o porta-voz da polícia de Friburgo adiantou que estão a contactar as famílias das vítimas que residiam naquela cidade. "Fizemos a conferência de imprensa para dar conta de que estamos a avisar as famílias sobre os parentes mortos", disse Gallus Risse à Lusa.

O responsável adiantou que nove das vítimas mortais residiam na cidade, entre elas uma família de três pessoas - casal, na casa dos 30 anos, e filha de sete anos - uma adolescente de 17 anos e cinco homens com idades entre os 35 e os 55 anos. As outras três vítimas residiam no cantão de Vaud, adiantou o porta-voz da polícia.

Relativamente à família de três pessoas, Gallus Risse adiantou que ainda não foi possível contactar os familiares mais próximos, acrescentando que, em relação às outras pessoas, esse trabalho já foi feito. Gallus Risse afirmou que foi constituída uma equipa de apoio psicológico, na sede da polícia, para todos os familiares e amigos. O porta-voz da polícia de Friburgo disse ainda que aquela força não vai abrir qualquer investigação ao acidente, uma vez que ocorreu em França.

Os 12 portugueses, com idades entre os sete e os 63 anos, morreram na sequência de um choque frontal entre a carrinha em que seguiam e um veículo pesado, cerca das 23:45 de quinta-feira, na estrada nacional 79, perto de Lyon, na localidade de Moulins (centro de França).

O único sobrevivente dos 13 passageiros da carrinha é o condutor, um jovem de 19 anos, também português, que foi hospitalizado em estado de choque.

O procurador público de Moulins, Pierre Gagnoud, anunciou que as autoridades vão averiguar se a carrinha, com capacidade até seis passageiros, segunda a marca, tinha condições para transportar 13 pessoas.

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