PJ investiga movimentos das adolescentes encontradas mortas em Montemor-o-Velho

Suspeita-se que as meninas tenham sido colhidas por um comboio

As duas adolescentes de 13 e 14 anos que estavam a ser procuradas pela PJ foram encontradas mortas esta sexta-feira, junto à linha do comboio. Fonte da Judiciária confirmou ao DN que ambas foram colhidas por um comboio sem que haja indícios de intervenção de terceiros.

A polícia Judiciária começou a investigar o incidente e para isso vai analisar os telemóveis das vítimas.

O comando distrital da GNR de Coimbra explicou à Lusa que as duas raparigas foram encontradas mortas próximo do apeadeiro de Vila Nova de Anços, no concelho de Soure, numa vala paralela à Linha do Norte, no corredor ferroviário.

A mesma fonte adiantou que os corpos foram encontrados por uma patrulha da GNR, cerca das 15:00, quando efetuavam uma batida pela linha férrea.

As raparigas saíram na quarta-feira à tarde de Montemor-o-Velho para passear em Coimbra e deveriam ter regressado de comboio às 20:30, o que não aconteceu.

Segundo fonte do comando distrital da GNR, que recebeu o alerta dos pais na quarta-feira à noite, as duas adolescentes chegaram a entrar, na estação de Coimbra-B, no comboio suburbano que chegaria a Montemor-o-Velho cerca das 20:30.

A mesma fonte adiantou que as jovens não saíram do comboio no apeadeiro de Montemor-o-Velho, motivo que levou os pais a alertaram a GNR e a PSP depois de não as conseguirem contactar por telemóvel.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.