Mulher queimada transferida de Coimbra para Porto

Uma mulher queimada no incêndio de Pedrógão Grande foi transferida dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) para o Hospital da Prelada, Porto, em situação estável, disse hoje fonte da unidade que recebeu a paciente.

Segundo a fonte, a mulher, de 58 anos, foi transferida ao final da tarde de segunda-feira e encontra-se em estado estável, "sem inspirar cuidados de maior".

Também na Unidade de Queimados do Hospital da Prelada, mantém-se internado, com "prognóstico reservado", um dos bombeiros queimado no incêndio de Pedrógão Grande, numa situação similar à descrita em anterior boletim clínico.

O bombeiro deu entrada no Hospital da Prelada, na madrugada do dia 18, "com queimaduras na face e nos membros superiores e inferiores", disse fonte oficial da unidade, referindo que o ferido, oriundo de Castanheira de Pera, foi assistido no local e transportado para a unidade portuense devidamente estabilizado.

Na segunda-feira, os HUC informaram que seis dos 23 doentes que ainda ali estava internados na sequência dos incêndios da região Centro encontravam ventilados e com prognóstico reservado.

O incêndio que deflagrou no dia 17 em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 200 feridos, e só foi dado como extinto passada uma semana.

O fogo atingiu também os concelhos de Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, e chegou aos distritos de Castelo Branco, através da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas neste incêndio e no que deflagrou no mesmo dia em Góis (distrito de Coimbra), tendo as chamas consumido um total de 53 mil hectares de floresta, o equivalente a cerca de 75 mil campos de futebol.

A área destruída por estes incêndios - iniciados em Pedrógão Grande, no distrito de Leira, e em Góis, no distrito de Coimbra - corresponde a praticamente um terço da área ardida em Portugal em 2016, que totalizou 154.944 hectares, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna divulgado pelo Governo em março.

Das vítimas do incêndio que começou em Pedrógão Grande, pelo menos 47 morreram na Estrada Nacional 236.1, entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, concelhos também atingidos pelas chamas.

O fogo chegou ainda aos distritos de Castelo Branco, através da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra.

O incêndio de Góis, que também começou no dia 17, atingiu ainda Arganil e Pampilhosa da Serra, sem fazer vítimas mortais.

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