PCP: O resultado esperado de um "processo trapalhão"

Erros e atrasos acumularam-se, diz o vereador Carlos Moura

A suspensão das obras na Segunda Circular não é uma decisão inesperada. Para o PCP, pela voz do vereador Carlos Moura, este é um desfecho previsível de um processo "que tem sido, no mínimo, trapalhão".

"O modo como surgiu primeiramente, sem praticamente consulta pública, os avanços e recuos do concurso, a divisão em duas empreitadas diversas... Tudo isso contribuiu para que se avolumassem erros e atrasos que acabaram agora nesta suspensão", diz ao DN o vereador comunista.

Carlos Moura diz esperar agora que "não seja a população de Lisboa a principal prejudicada com estas situações e que este processo não se arraste sine die".

A suspensão da requalificação da Segunda Circular - que implica a suspensão das obras em curso, no troço entre o nó do Ralis e a Avenida de Berlim, e a anulação do concurso público internacional para a segunda fase, numa extensão de dez quilómetros entre o nó da Buraca e o aeroporto - ocorre depois de o júri do concurso ter "detetado indícios de conflito de interesses, pelo facto de o autor do projeto de pavimentos ser também fabricante e comercializador de um dos componentes utilizados" no pavimento da Segunda Circular, anunciou ontem, em conferência de imprensa, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina.

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