Padre Anselmo Borges modera debates em Lisboa e Gaia sobre o Papa Francisco

Presidente da República marcará presença no debate de Lisboa, na Fundação Gulbenkian

O padre Anselmo Borges será o moderador em dois debates que irão discutir a ação do Papa Francisco enquanto líder político-moral global. O debate em Lisboa, a realizar-se na Fundação Calouste Gulbenkian já no próximo dia 2 de maio, pelas 18:30, contará com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Nesta mesma ocasião, juntam-se também à discussão o ex-presidente da República Ramalho Eanes, o professor Adriano Moreira, Isabel Allegro de Magalhães, professora da Universidade Nova de Lisboa, e o padre Carreira das Neves.

Antes, a 26 de abril, o debate realiza-se na Capela do Convento de Corpus Christi em Vila Nova de Gaia. A Anselmo Borges juntam-se o professor universitário Frederico Lourenço, o escritor Pedro Mexia e o museólogo Delfim Sousa.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?