Outubro. 14 dias em 31 podem ter greves

Saúde é a área mais afetada pelas possíveis e marcadas paralisações

"É um tormento governar nestas circunstâncias", afirmou o secretário de Estado da Saúde Manuel Delgado na passada quarta-feira.

O contexto, principalmente em outubro, parece justificar de certa forma a frase, visto que, em 31 dias, 14 poderão ser marcados pela existência de greves.

A saúde é o setor onde se verificam mais ameaças de paralisação. Os enfermeiros, neste caso o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, da CGTP, têm greve marcada para os dias 3,4 e 5 de outubro, apesar de a situação estar ainda em aberto. Existe ainda a hipótese de a Federação Nacional dos Sindicatos de Enfermeiros fazer greve de 16 a 21 de outubro.

Este último protesto pode coincidir com o dos médicos, que têm greve convocada para os dias 11 (norte do país), 18 (centro) e 25 (sul).

A 12 e 13 é a vez dos técnicos de diagnóstico. Sendo que, do lado de sindicatos alinhados com a UGT, a greve verifica-se apenas a 12, enquanto a convocada pelo Sindicato dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica, afeto à CGTP, convocou uma paragem para os dois dias.

Por último, os inspetores da ASAE têm greve marcada para 9 de outubro.

Feitas as contas, podem ser 14 dias de greve (outubro tem 31), com a saúde a ser, de forma destacada, a área mais afetada pelas possíveis paralisações.

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