Os anúncios do Windows 10 que o vão deixar irritado

A Microsoft está a ser criticada por relembrar constantemente aos utilizadores de que a atualização para o novo software só será gratuita até ao final do mês

A Microsoft está a usar uma nova tática para relembrar aos utilizadores que podem atualizar o Windows gratuitamente até ao final do julho. O novo método está a ser criticado, no entanto, porque impinge a última atualização de modo agressivo e repetitivo.

A mensagem "desculpe interromper, mas isto é importante" surge inesperadamente e ocupa toda a tela do ecrã. O utilizador é depois obrigado a escolher a opção "atualize agora" ou "lembrar mais tarde", o que faz com o que anúncio volte a aparecer três dias depois, para voltar a utilizar o dispositivo normalmente.

Além disso, a empresa envia constantes lembretes e alertas e faz atualizações automáticas em alguns computadores sem o consentimento das pessoas.

A mensagem pop-up que ocupa a tela tem no canto inferior esquerdo duas opções que podem evitar o embaraço de ser sempre pressionado a mudar de sistema. As opções "relembrar-me mais três vezes" ou "não voltar a relembrar" muitas vezes não são vistas pelos utilizadores, no entanto.

A atualização para o Windows 10 será gratuita para os clientes da Microsoft até dia 29 de julho. No website da empresa, há uma contagem decrescente para esta data.

A Microsoft tem enfrentado vários problemas graças ao novo método de promoção do seu último produto. No ano passado a empresa foi obrigada a pagar uma multa de 9 mil euros por ter atualizado o software de uma utilizadora sem ter pedido autorização, o que tornou o seu computador mais lento.

Nos Estados Unidos, a atitude invasiva que a empresa adotou foi vista na televisão nacional, quando a uma jornalista que apresentava a meteorologia ao vivo no noticiário foi interrompida pelo anúncio "A Microsoft recomenda que atualize para o Windows 10".

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.