Feriados. As 'pontes' que ainda pode gozar em 2016

Dos dez feriados que ainda faltam gozar, quatro serão numa quinta ou numa terça-feira

No dia em que o primeiro-ministro António Costa participou na cerimónia pública que assinalou, de forma simbólica, a reposição dos quatro feriados que tinham sido suspensos pelo Governo anterior - Corpo de Deus (26 de maio), Implantação da República (5 de outubro), Dia de Todos os Santos (1 de novembro) e Restauração da Independência (1 de dezembro) - o DN recorda-lhe aqueles que ainda estão por gozar este ano e que até podem oferecer um fim de semana prolongado.

Em 2016, ano bissexto, além dos quatro feriados agora repostos, poderá ainda gozar mais seis até ao final do ano. E destes, três são encostados ao fim de semana, prolongando o descanso por mais um dia; já quatro dos feriados são perto de sábado ou domingo, oferecendo a possibilidade de uma "ponte".

Com um circulo estão marcados os feriados e retângulos as 'pontes'

O Corpo de Deus - a 26 de maio - será numa quinta-feira, permitindo 'ponte' na sexta, por exemplo. O mesmo acontecerá com o dia 1 de novembro, Dia de Todos os Santos, que calha numa terça-feira, e poderá fazer esticar o fim de semana, bem como os dois feriados de dezembro, o Dia da Restauração da Independência (a 1 de dezembro) e o Dia da Imaculada Conceição, a 8 de dezembro: estes dois últimos assinalam-se numa quinta-feira, o que permitirá aos trabalhadores usufruir de quatro dias seguidos de descanso se não trabalharem na sexta.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.