Obras na Praça do Areeiro em Lisboa começam em agosto

A obra deverá durar cerca de um mês

A Praça Francisco Sá Carneiro, vulgarmente conhecida por Praça do Areeiro, em Lisboa, será intervencionada em agosto, numa obra que visa a pavimentação e a correção da placa central, informou hoje a Câmara Municipal de Lisboa.

"Vamos assumir a pavimentação total da praça, a correção da placa central (área central da rotunda) e a repavimentação do troço da Avenida Almirante Reis até à Alameda, com início em agosto de 2016, e estimamos que a obra vá durar cerca de um mês", afirmou o vice-presidente do município de maioria socialista, Duarte Cordeiro, na Assembleia Municipal.

Respondendo a uma declaração política do presidente da Junta do Areeiro, Fernando Braamcamp (deputado municipal do PSD), Duarte Cordeiro disse que "a Câmara Municipal articulou as obras de recuperação da Praça do Areeiro com o Metropolitano de Lisboa".

O vice-presidente do executivo apontou a ampliação da estação do Metro para abril de 2017, enquanto a zona norte da praça "será executada pelo Metropolitano, depois de concluída a estação e o elevador que conduz à superfície".

A obra que visa a pavimentação deverá ter um custo de 200 mil euros.

O presidente da Junta de Freguesia do Areeiro vincou que "agora cabe à Câmara, em nome da cidade, resolver o problema", preferencialmente "o mais rápido possível".

Fernando Braancamp apelou mesmo ao presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, para que "copie a imagem do antecessor", o atual primeiro-ministro António Costa, e "comece a trabalhar na Praça do Areeiro".

O PS pediu a palavra durante a discussão do tema para declarar que "continua a revelar-se a inoperância do Metro relativamente às obras de superfície no Areeiro".

O deputado municipal Manuel Lage considerou que "as obras de requalificação devem ser concluídas e o espaço deve ser devolvido à cidade".

Já o PCP sublinhou que "não é explicável que a Câmara não tenha publicamente notificado, pressionado o Metro" neste sentido.

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, por unanimidade, uma recomendação do PSD para que o município "confronte, mais uma vez, o Metropolitano de Lisboa exigindo que esta empresa inicie, de imediato, a obra à superfície e a termine num prazo máximo de seis meses, assumindo a sua responsabilidade neste processo".

A recomendação prevê também que o município "proceda, quanto antes, às diligências necessárias para a concretização da requalificação do espaço público da Praça Francisco Sá Carneiro, sem mais adiamentos", por forma a realizar a obra "até ao final do presente ano".

Os deputados aprovaram, também por unanimidade, uma recomendação do PEV para "sensibilizar o Governo para a necessidade da urgente definição de uma estratégia nacional que configure um plano de ação de combate ao desperdício alimentar".

A mesma votação mereceu a proposta de um debate sobre habitação na cidade, apresentada pelos deputados socialistas e independentes, que deverá ser dividido em três sessões.

Já a recomendação do PCP para "apoiar as lutas das populações na defesa urgente do cumprimento do direito constitucional à proteção na saúde", que foi votada de formas variadas nos diferentes pontos, mereceu os votos favoráveis do PS, independentes eleitos pelo PS, Parque das Nações por Nós (PNPN), BE, PCP, PEV, MPT, PAN, PSD e a abstenção do CDS-PP.

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

Diário de Notícias

A ditadura em Espanha

A manchete deste dia 19 de setembro de 1923 fazia-se de notícias do país vizinho: a ditadura em Espanha. "Primo de Rivera propõe-se governar três meses", noticiava o DN, acrescentando que, "findo esse prazo, verá se a opinião pública o anima a organizar ministério constitucional". Explicava este jornal então que "o partido conservador condena o movimento e protesta contra as acusações que lhe são feitas pelo ditador".