Obras na estação de Arroios custam mais 1.3 milhões do que o previsto

O prazo das obras foi estendido para 24 meses

As obras de reabilitação da estação de metro de Arroios, em Lisboa, vão custar mais 1,3 milhões de euros do que o inicialmente previsto, estando o valor total fixado em 5,9 milhões de euros, segundo um comunicado hoje divulgado.

"O projeto de reabilitação, desenvolvido pelo Metropolitano de Lisboa, revestiu-se de particular complexidade ao nível das suas componentes, estruturais e de eletromecânica, que estiveram na origem das alterações que afetaram a fase de anteprojeto, tendo o respetivo orçamento sido revisto de 4,6 milhões de euros para 5,9 milhões de euros, e o prazo de execução estendido a 24 meses", lê-se no comunicado.

Segundo a empresa, depois de intervencionada, aquela estação ficará com "novos sistemas e tecnologias adequadas aos dias de hoje".

O Metropolitano de Lisboa fez ainda saber que lançou hoje o concurso público para as obras de ampliação e remodelação da estação de Arroios, a única que não está preparada para receber comboios de seis carruagens.

Por isso, na linha verde (Telheiras -- Cais do Sodré) circulam apenas comboios com três carruagens, o que gera constantes reclamações por parte dos passageiros, que dizem sentir-se como "sardinhas em lata" por as composições estarem sempre muito cheias.

Depois das obras, aquela estação "passará a contar com um cais de 105 metros, viabilizando a circulação na linha verde de comboios com seis carruagens", e terá elevadores no átrio norte, com acesso à Praça do Chile, "garantindo assim os parâmetros de plena acessibilidade à estação".

Na nova estação está ainda prevista a aplicação de um painel cerâmico de Nikias Skapinakis, intitulado "Cortina Mirabolante", criado para esta estação em 2005, indicou a empresa.

A estação de Arroios abriu ao público em 1972, com um cais de 70 metros e dois átrios. Teve como autor do projeto de arquitetura o arquiteto Dinis Gomes e os azulejos foram pintados por Maria Keil.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.