Theresa May lembra "espírito brilhante e extraordinário" de Stephen Hawking

O astrofísico Stephen Hawking, que morreu esta madrugada, foi "um dos maiores cientistas da sua geração", considera a primeira-ministra britânica

A primeira-ministra britânica, Theresa May, recordou hoje o astrofísico Stephen Hawking, que morreu esta madrugada, como "um espírito brilhante e extraordinário".

"O professor Stephen Hawking foi uma mente brilhante e extraordinária, um dos maiores cientistas da sua geração", escreveu a chefe do governo na rede social Twitter.

"A sua coragem, humor e determinação para tirar o máximo proveito da vida têm sido inspiradoras e seu legado não será esquecido", acrescentou.

Stephen Hawking morreu esta madrugada na sua casa de Cambridge, aos 76 anos.

Apesar de sofrer de esclerose lateral amiotrófica desde os 21 anos, Hawking surpreendeu os médicos ao viver mais de 50 anos com esta doença fatal

Hawking foi um dos cientistas com maior destaque desde o físico alemão Albert Einstein. A sua obra "Uma Breve História do Tempo" é um dos livros mais vendidos no mundo.

Apesar de sofrer de esclerose lateral amiotrófica desde os 21 anos, Hawking surpreendeu os médicos ao viver mais de 50 anos com esta doença fatal, caracterizada pela degeneração dos neurónios motores, as células do sistema nervoso central que controlam os movimentos voluntários dos músculos.

Em 1985, uma grave pneumonia deixou-o a respirar por um tubo, forçando-o, desde então, a comunicar através de um sintetizador de voz eletrónico.

Mas Hawking continuou a desenvolver as suas pesquisas na área da ciência, a aparecer na televisão e casou pela segunda vez.

A combinação entre a sua obra e o facto de permanecer quase totalmente incapacitado - no final podia apenas contrair alguns músculos da cara - fez com que se tornasse um dos cientistas mais conhecidos do mundo.

Publicado em 2014, o filme "The Theory of Everything" ("A Teoria de Tudo"), retrata a sua vida e carreira académica.

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