O universo todo em apenas 45 minutos

Investigadores do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço fazem hoje um evento para o público, no Grande Auditório da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

É um ritmo frenético, mas é única maneira de falar de (quase) tudo sobre o universo: das estrelas e dos planetas, do Sol e dos muito misteriosos buracos negros, do início de tudo, com o Big Bang, e de como o cosmos evoluiu até hoje, ou ainda dos telescópios e dos satélites que é preciso imaginar, e depois construir, para fazer estes estudos.

Em apenas 45 minutos, nove investigadores portugueses vão explicar hoje, à vez, no Grande Auditório da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o seu próprio trabalho em cada uma destas dimensões da astrofísica, da astronomia e do desenvolvimento da instrumentação necessária para estas investigações. Este é Ignite IAstro, que acontece a partir das 21.30, com entrada livre. No fim, o público pode colocar perguntas aos cientistas presentes.

"Este é um formato muito interessante, porque cada um dos investigadores dispõe apenas de cinco minutos e de um conjunto de 20 slides para falar do seu tema e do seu trabalho e não tem sequer controlo sobre a apresentação dos slides, que passam automaticamente a cada 15 segundos", explica o astrofísico José Afonso, coordenador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA), e um dos organizadores da sessão.

Uma das vantagens desta sucessão rápida de mini-comunicações é o seu ritmo rápido, que nunca abranda. "Se alguém não estiver assim tão interessado nas questões científicas do Sol, só tem de esperar cinco minutos, porque logo a seguir vai ouvir falar dos buracos negros", diz José Afonso. Além disso, sublinha, "a rapidez que é necessária para acompanhar a passagem dos slides pode originar momentos divertidos", sublinha.

O mais certo, estima o astrofísico, é que corra tudo sobre rodas, até porque os investigadores do IA já estão muito habituados a fazer este tipo de evento. Este centro de investigação, que reúne astrónomos e astrofísicos das universidades do Porto e de Lisboa, criou estes eventos Ignite IAstro no início de 2016, justamente para divulgar junto do público, incluindo da população escolar, os temas temas da astronomia e o seu próprio trabalho científico nessas áreas.

"Fazemos estes eventos sempre fora de Lisboa e do Porto, porque é nessas regiões que as pessoas têm menos acesso a este tipo de conhecimentos", explica José Afonso. A digressão Ignite IAstro já foi, por exemplo, a Tavira, Moimenta da Beira, Évora, Guarda, Covilhã ou Vila Real, entre muitas outras cidades. "Temos sempre o apoio das câmaras municipais, que nos arranjam o espaço, e as salas estão sempre cheias", garante o coordenador do IA. Mas a equipa também vai às escolas com os seus eventos Ignite. "Temos uma grande preocupação coma as escolas, porque é aí que estão os jovens em formação e para nós é muito importante que fiquem a saber o que se faz nesta área científica em Portugal".

O evento de hoje à noite não faz parte da digressão Ignite IAstro que está a percorrer o país desde o início de 2016. Este é um evento especial, porque está integrado no programa do Encontro anual de Astronomia e Astrofísica, que hoje termina em Lisboa. "Em vez de uma palestra destinada ao público, fazemos este evento e com isso conseguimos mostrar a investigação que faz em Portugal".

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