Melhor professor do mundo vai ganhar um milhão de dólares

Vencedor da iniciativa internacional será anunciado no domingo.

É uma espécie de Nobel dos professores. O Global Teacher Prize, que será anunciado no domingo, numa cerimónia que vai decorrer no Dubai, Emirados Árabes Unidos, oferece um milhão de dólares (898 mil euros) àquele professor excecional que tenha dado contributos de excelência para a profissão.

Há 10 professores finalistas, nenhum de Portugal. O vencedor será escolhido por um júri, que analisará a carreira do professor, nomeadamente o seu contributo para a aprendizagem dentro e fora da sala de aula, o seu método de trabalho, a partilha de ensinamentos junto da comunidade em que está inserido ou a forma como prepara os alunos para serem cidadãos globais.

O prémio de um milhão de dólares será atribuído em prestações iguais ao longo de dez anos.

O Global Teacher Prize é atribuído pela Fundação Varkey e tem o patrocínio do Sheik Mohammed, emir do Dubai, primeiro-ministro e vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos.

A distinção avançou depois de a fundação ter apoiado um estudo levado a cabo em 21 países acerca do ensino, desde os salários dos professores, à atitude dos alunos perante os docentes. Os resultados foram uma primeira tentativa de comparar o estatuto de professor em diferentes regiões do mundo e levaram à conclusão assustadora de que em muitos países este havia caído drasticamente.

Sunny Varkey, presidente da Fundação, filho de professores, ficou chocado e decidiu criar o Global Teacher Prize.

A primeira edição do prémio aconteceu no ano passado. Teve mais de cinco mil candidaturas de 127 países e distinguiu a norte-americana Nancy Atwell, que decidiu ceder o seu milhão de dólares à sua escola, o Center for Teaching and Learning, que criou há 25 anos.

Na cerimónia deste ano estarão os atores de Hollywood Salma Hayek e Matthew McConaughey e as estrelas de Bollywood Akshay Kumar, Parinneeti Chopra e Abhishek Bachchan.

O protagonista de House of Cards, Kevin Spacey, apoia o Global Teacher Prize, bem como o físico Stephen Hawking, que lembra que "existe um professor por trás de cada grande artista, cada grande filósofo e cada grande cientista".

No vídeo da Fundação, Stephen Hawking admite que não foi um grande aluno, mas que um professor, o senhor Tahta, mudou a sua vida.

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Adriano Moreira

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Este livro de D. Ximenes Belo intitulado Missionários Transmontanos em Timor-Leste aparece numa época que me tem parecido de outono ocidental, com decadência das estruturas legais organizadas para tornar efetiva a governança do globalismo em face da ocidentalização do globo que os portugueses iniciaram, abrindo a época que os historiadores chamaram de Descobertas e em que os chamados navegantes da fé legaram o imperativo do "mundo único", isto é, sem guerras, e da "terra casa comum dos homens", hoje com expressão na ONU.