Médicos e enfermeiro agredidos no hospital de Torres Novas

Familiares de uma doente que morreu após ter tido alta agrediram um vigilante, um médico e um enfermeiro

A morte de uma mulher nas Urgências do Hospital de Torres Novas esteve na origem de diversos distúrbios e agressões a um médico e outros profissionais por parte de familiares da vítima, disse hoje fonte da PSP.

Em declarações à Lusa, o Comissário Jorge Soares, da PSP de Santarém, disse que, "depois da morte da mulher", que ocorreu na sexta-feira, no hospital de Torres Novas, cerca das 21:00, "os familiares juntaram-se e agrediram um vigilante, um médico e um enfermeiro", para além de outros distúrbios nas instalações hospitalares.

"A PSP deslocou meios para o local, incluindo o oficial de serviço, que contiveram a situação", disse Jorge Soares. "Mantemos o dispositivo de reserva, dado que o corpo de intervenção vai manter-se até segunda-feira na unidade hospitalar de Torres Novas", acrescentou.

Contactado pela Lusa, o Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), que engloba as unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, confirmou a "ocorrência de incidentes, com familiares de uma senhora que deu entrada na Urgência da Unidade de Torres Novas, no dia 29 de janeiro, e que faleceu".

Relativamente aos distúrbios, a mesma fonte do CHMT disse que os familiares da vítima "partiram vidros, portas e equipamento diverso", tendo referido que o Conselho de Administração "está, neste momento, a apurar as circunstâncias do ocorrido".

Segundo o CHMT, a mulher, de 54 anos, "foi vista por médico, por volta da hora do almoço, que mandou realizar uma bateria de análises e exames. Após a análise dos mesmos deu-lhe alta. Entretanto, a mulher regressou, cerca de 15 minutos depois, e faleceu no local, após resultarem infrutíferas as tentativas de reanimação por parte dos cardiologistas".

O CAA do CHMT disse ainda à Lusa que, "esta manhã, o Ministério Publico, avaliada a situação, dispensou a realização da autópsia, tendo o corpo já sido entregue à família".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.