Matou o filho recém-nascido e foi levar a filha mais velha à creche

Italiana atirou recém-nascido pela janela depois do parto. Criança morreu devido aos ferimentos da queda de um segundo andar

"Já souberam o que aconteceu? Estou tão perturbada que até me esqueci dos óculos", disse Valentina Ventura na manhã de terça-feira, quando chegou à creche para deixar a filha de três anos, em Turim, Itália. Falava do facto de ter sido encontrado morto um recém-nascido nas imediações, abandonado na estrada.

A criança, um menino, tinha morrido por lhe terem sido negados cuidados neonatais e devido aos ferimentos de ter sido, aparentemente, atirado para a estrada. Menos de 24 horas depois desta conversa no infantário, a polícia deteve Valentina, de 34 anos: fora a própria a matar a criança. Às 6:20 da manhã atirou o recém-nascido para a rua da janela do segundo andar onde vivia com a família; às 8:30 estava na creche a entregar a filha mais velha como fazia todos os dias, revela o jornal italiano La Repubblica.

Nos últimos meses, e a quem lhe dizia que parecia grávida, Valentina respondia que estava apenas inchada. "Não tinha ar de quem tinha acabado de ter um filho, mas também negava a toda a gente que lhe perguntava se estava à espera de um bebé. A última vez que lhe perguntaram foi na sexta-feira passada", contou a professora que a recebeu na creche quando foi deixar a filha.

Até setembro, Valentina tinha trabalhado como empregada de mesa, mas demitiu-se depois de ter recebido vários avisos da gerência, por não aparecer para trabalhar sem sequer alertar os colegas. "Era uma ótima funcionária mas também uma pessoa estranha. Era muito reservada", contou um dos trabalhadores da Caffetteria Torino, onde Valentina trabalhou onze anos.

Na rua Turati, onde vive e foi encontrado morto o recém-nascido - que ainda foi transportado para o hospital, mas já sem vida - descreviam-na como uma "mãe extremosa" para a filha mais velha. "Parecia muito atenta". Nunca fez soar quaisquer sinais de alarme.

Ainda na noite de terça-feira, e depois de ser confrontada pela polícia, confessou que tinha matado o filho. Mas garante que não se recorda de nada: "fui à casa de banho e o menino nasceu". Às autoridades, disse que não sabia que estava grávida. "Tive o período regularmente nestes últimos nove meses. O meu marido viu sangue, mas disse-lhe que era uma menstruação abundante".

Salvatore Scalas, o marido de Valentina, disse à polícia que não se apercebera de nada: "ouvi como que um miado, mas não relacionei".

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