Marchas de Lisboa e casamentos com milhares nas ruas

Hoje há festa até de madrugada. Segurança e transportes reforçados

Milhares de lisboetas e de visitantes nacionais e estrangeiros prometem encher hoje a Avenida da Liberdade e os bairros populares, numa véspera de feriado de Santo António que tradicionalmente é um dos pontos altos de um mês de festividades na cidade, que começa a 1 de junho e termina a 1 de julho. Os destaques do dia serão, como habitualmente, os Casamentos de Santo António e as Marchas Populares, na Avenida da Liberdade.

Os desfiles das marchas arrancam pelas 21.00, na Avenida da Liberdade. Madragoa, Benfica, Carnide, Alto do Pina, Penha de França, Campo de Ourique, Bica, Ajuda, Castelo, São Vicente, Mouraria, Santa Engrácia, Alcântara, Marvila, Bela Flor/Campolide, Belém, Bairro Alto, Graça e Olivais tentarão conquistar o troféu a Alfama, vencedora de 2016.

Ao final da manhã a festa é outra: 16 casais aproveitam a véspera de Santo António para darem o nó, numa cerimónia distribuída por dois momentos. Pelas 11.30, nos Paços do Concelho, os noivos casam pelo civil, seguindo-se, às 14.00, a união religiosa na Sé Catedral de Lisboa. As cerimónias incluem ainda um desfile de automóveis antigos, que levarão os casais para o copo-d"água, na Estufa Fria.

Neste ano, como o DN noticiou no sábado, a PSP tomou medidas de reforço da segurança, quer no recinto das marchas quer nos arraiais espalhados pelos vários bairros da cidade. Equipas cinotécnicas farão rastreios na Avenida da Liberdade, onde foram também colocados blocos de betão para impedir o acesso de veículos ao espaço delimitado. A intenção é eliminar qualquer risco de as festas de Lisboa serem palco de uma ataque com automóvel semelhante aos que ocorreram em países como a França e o Reino Unido. Nos bairros históricos, como Alfama e Mouraria, não serão colocada estas barreiras - até porque o acesso de automóvel já não é possível - mas está previsto o reforço da presença de forças de segurança, incluindo de elementos à paisana da Investigação Criminal da PSP.

Com os acessos condicionados, os transportes públicos têm um reforço, nomeadamente a Linha Azul do Metro (entre Santa Apolónia e Reboleira), que funcionará ininterruptamente durante 24 horas.

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Diário de Notícias

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A manchete deste dia 19 de setembro de 1923 fazia-se de notícias do país vizinho: a ditadura em Espanha. "Primo de Rivera propõe-se governar três meses", noticiava o DN, acrescentando que, "findo esse prazo, verá se a opinião pública o anima a organizar ministério constitucional". Explicava este jornal então que "o partido conservador condena o movimento e protesta contra as acusações que lhe são feitas pelo ditador".

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João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.