Marcelo já telefonou ao presidente da câmara de Alijó

Incêndio obrigou à evacuação de idosos e de algumas crianças da aldeia de Chã.

Ao chegar ao México, o Presidente da República contactou o presidente da câmara de Alijó, Carlos Magalhães, sobre o incêndio naquele concelho.

O telefonema foi feito no domingo à noite - madrugada em Portugal continental -, antes de Marcelo Rebelo de Sousa jantar com a comitiva portuguesa, na Cidade do México.

Questionado pelos jornalistas sobre eventuais novas falhas na rede do SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal), o chefe de Estado disse ter como princípio "no estrangeiro não falar de questões internas". "Portanto, não falarei", acrescentou.

No entanto, recordou que nesta segunda-feira "passa um mês" sobre o início do incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande e que depois alastrou a outros concelhos da região centro, provocando 64 mortos e mais de 200 feridos.

"Embora distante, tenho no meu pensamento a tragédia que ocorreu, as vítimas da tragédia, os seus familiares, os feridos ainda hospitalizados, os muitos que lutaram contra o fogo, os muitíssimos que manifestaram a solidariedade, a necessidade de se fazer aquilo que eu disse em Portugal que era preciso fazer", afirmou. "Mas - acrescentou - não me vou pronunciar agora sobre matéria de fogos aqui no estrangeiro."

A visita de Estado do Presidente da República ao México terá uma duração de cerca de 48 anos, estando concentrada na capital daquele país, Cidade do México, e em temas económicos.

Combate às chamas reforçado com 150 bombeiros

Cerca de 150 bombeiros reforçaram o combate ao incêndio que deflagrou em Vila Chã, Alijó, distrito de Vila Real, onde estão mobilizados 330 operacionais, e as pessoas que foram retiradas das aldeias por precaução já regressaram a casa.

O comandante distrital de operações de socorro de Vila Real, Álvaro Ribeiro, fez já de madrugada um ponto da situação do fogo e referiu que, no terreno, estão 330 operacionais e 92 veículos.

O fogo avança em três frentes e, segundo o responsável, cerca das 01:00 não havia aldeias em perigo. As atenções concentram-se nas áreas das aldeias de Carlão, Pegarinhos e Santa Eugénia.

De acordo com o comandante distrital, que falava aos jornalistas no posto de comando, durante a noite o combate foi reforçado com cinco grupos, de cerca de 30 elementos cada, provenientes da zona sul do país e de Viana do Castelo.

No terreno estão também quatro máquinas de rasto e, durante o dia, serão deslocadas mais quatro para ajudarem nas operações de combate às chamas.

O comandante distrital referiu ainda que as cerca de 30 pessoas, principalmente idosos e crianças, que foram retiradas das aldeias de Chã, Vila Chã e Casas da Serra, já regressaram às suas casas.

O responsável adiantou que uma casa de habitação foi atingida pelas chamas, que queimaram ainda alguns armazéns de arrumos e agrícolas.

Quanto às falhas de comunicação, Álvaro Ribeiro disse que o elevado número de chamadas provocou "alguns tempos de falha de comunicações, mas nunca inviabilizaram as comunicações entre as equipas, posto de comando e sectores".

"Quando percebemos que havia um grande tráfego pedimos um reforço e o reforço está aí e o objetivo é que a rede possa responder a este grande fluxo de comunicações", salientou.

Para o terreno, foi mobilizada uma carrinha com dispositivo SIRESP.

O alerta para o incêndio de Vila Chã foi dado cerca das 02:00 de domingo, o fogo chegou a ser dado como dominado ao início da tarde, mas verificou-se, depois, uma forte reativação.

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