Saiba quanto vai gastar este ano em manuais escolares

O 7.º ano de escolaridade é o que sai mais caro: tem um custo médio de 258 euros em livros

Os manuais escolares do 3.º ciclo são os que vão pesar mais no orçamento das famílias, no próximo ano letivo, para quem tem filhos a frequentar a escolaridade obrigatória, de acordo com dados divulgados hoje por editores e livreiros. E os do 7.º ano de escolaridade são os mais caros, com um custo médio de 258 euros.

Depois de ter chegado a acordo com o Ministério da Educação, em março deste ano, para manter congelados os preços dos manuais escolares para o ano letivo de 2016-2017, a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) divulgou hoje o preço médio dos cabazes de manuais escolares, por ciclo de ensino, que varia entre os 34,7 euros, para o 1.º ciclo, e os 189,1 euros, para o 3.º ciclo. Para o 2.º ciclo, comprar todos os livros tem um custo médio de 131,7 euros e, para o ensino secundário, o custo médio é de 174,8 euros.

Se o seu filho vai começar o 5.º ano, então prepare-se que vai gastar 151,5 euros em manuais escolares, sendo que alguns darão para o ano seguinte. Mas se tem um filho a iniciar o 6.º ano de escolaridade irá gastar 112 euros.

O 7.º ano de escolaridade é o que sai mais caro aos encarregados de educação em termos de manuais escolares, com um custo médio de 258 euros, segundo a APEL. São necessários 12 manuais escolares, mas alguns deles servem para os anos seguintes.

No 8.º ano de escolaridade são necessários 153 euros para comprar os manuais, enquanto que para o 9.º é preciso reservar 156 euros.

Chegados ao secundário, no 10.º ano os manuais custam 183 euros, no 11.º ano 194 euros e no 12.º 147 euros.

Se não houvesse qualquer alteração nos preços, a escolaridade obrigatória (12 anos) dos filhos custaria às famílias 124,5 euros, em média, por ano.

"Estes dados são particularmente importantes porque dão uma perspetiva realista sobre o custo dos manuais escolares, contrariando perceções erradas ou mal informadas que, infelizmente, têm servido para alimentar um discurso demagógico e populista que pretende, em última análise, desvalorizar a importância do livro no dia-a-dia de alunos, professores e famílias", refere a APEL em comunicado.

A associação adianta ainda que os manuais para o próximo ano já estão a chegar às livrarias, numa altura em que muitas possibilitam já encomendas, com campanhas de desconto.

A APEL lembra também a medida do Governo que torna gratuitos os manuais do 1.º ano do 1.º ciclo de escolaridade, já a partir do próximo ano, para sublinhar que, por orientação dos serviços do Ministério da Educação, os pais dos alunos abrangidos pela medida devem assinar, no início do ano, uma declaração pela qual se comprometem a devolver os livros em bom estado no final do ano letivo, para reutilização, "sob pena de terem de os pagar na íntegra".

"Os manuais deste ano de escolaridade, bem como os respetivos cadernos de atividade, estão também disponíveis (...) nas livrarias", acrescenta o comunicado da APEL.

Os editores elencam ainda os anos e disciplinas em que há alterações de manuais, iniciando-se, no próximo ano letivo, um novo período de vigência de seis anos, conforme estipulado na legislação, para esses manuais.

Os livros escolares que sofrem alterações são os de Português, Matemática e Estudo do Meio, do 1.º ano, de Inglês, do 4.º ano, de Português, História e Geografia de Portugal, Matemática, Ciências Naturais, Educação Musical e Educação Física, do 5.º ano, e de Português, Matemática A, Matemática B, Matemática Aplicada às Ciências Sociais (MACS) e Física e Química A, do 11.º ano.

O acordo assinado em março define ainda que, no ano letivo de 2017-2018, "a variação do preço dos manuais escolares vai seguir a taxa de inflação".

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