Mãe de Martim não acredita que desaparecimento tenha sido acidental

Sandrina Silva diz à SIC que ela própria fez o percurso até ao local onde filho foi encontrado e que sentiu dificuldade

A mãe de Martim não acredita que o desaparecimento do filho de dois anos durante 25 horas tenha sido acidental. Sandrina Silva está convencida de que alguém o raptou na segunda-feira passada e depois o colocou no local onde foi encontrado pela GNR, na terça-feira.

"Sempre pressenti que o meu filho foi levado dali e como houve um impacto muito grande voltaram a repor o meu filho num sítio onde ele pudesse ser encontrado", afirmou Sandrina Silva numa entrevista à SIC, que será exibida esta noite. A mãe de Martim explica o que a leva a suspeitar de rapto: o percurso de dois quilómetros, em zona de mato, até ao local onde estava a criança e as condições físicas em que esta lhe foi entregue.

Martim regressou a casa encharcado, com frio, mas sem hipotermia ou feridas. "Nada", garantiu. "Ele não vinha em pânico, nada. É impossível uma criança ficar 25 horas naquele sítio sem vir sujo, traumatizada, sem hipotermia, é impossível", defendeu.

Sandrina afirmou à SIC que ela própria já fez o percurso e que teve dificuldade e garante que o filho não o faria sozinho. "Se já o tivesse feito alguma vez poderia ter-se lembrado do sítio e fazê-lo, agora o Martim nunca foi para ali. É impossível", defende nas imagens que a SIC já exibiu para promover a entrevista desta noite.

O menino foi dado como desaparecido na manhã da passada segunda-feira, cerca das 9:00, quando brincava no exterior da casa dos avós maternos, em Amieira, Ourém, que o deixaram sem vigilância por breves minutos. As autoridades iniciaram de imediato as buscas e as investigações, deixando em aberto todas as hipóteses. Ou seja, que pudesse ser rapto ou um desaparecimento acidental.

Mesmo depois de a criança ter sido encontrada, a Polícia Judiciária afirmou que a investigação iria continuar para apurar as circunstâncias concretas em que se deu o desaparecimento da criança. Ou seja, se este teve origem criminosa ou se aconteceu de forma acidental, tendo a criança entrado em zona florestal depois de se ter afastado de casa.

Ontem, o Expresso avançou que a PJ descarta a existência de ato criminoso no caso da criança. Fontes ligadas à investigação afirmaram ao semanário que Martim "apenas saiu do seu raio de ação e perdeu-se".

O pai de Martim anunciou entretanto que iria processar a ex-companheira por negligência e pedir a alteração da guarda da criança, atribuída há pouco mais de uma semana a Sandrina Silva.

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