Macacos obrigados a inalar gases tóxicos

Estudo científico foi financiado pela Volkswagen, Daimler e BMW e levado a cabo por cientistas de um laboratório de Albuquerque

Dez macacos foram usados em experiências onde inalaram fumos tóxicos de motores a diesel de automóveis, incluindo o Volkswagen Beetle, a nova versão do velho famoso "carocha", divulgou o New York Times.

O estudo científico, financiado pela Volkswagen, Daimler (dona da Mercedes-Benz) e BMW, levado a cabo por cientistas de um laboratório de Albuquerque, Estados Unidos, voltou a colocar sob a polémica sobre a fraude na manipulação dos valores da emissão de gases poluentes.

As três empresas automóveis alemãs financiaram o estudo para tentar provar que os veículos a gasóleo com a mais recente tecnologia eram mais limpos do que os modelos mais antigos. No entanto, explica a reportagem do New York Times, os cientistas americanos desconheciam um facto essencial: o modelo Beetle que a Volkswagen entregou para o teste tinha sido manipulado para produzir níveis de poluição que eram muito menos prejudiciais no laboratório do que na estrada. Os resultados foram deliberadamente manipulados.

No último sábado, as fabricantes alemãs vieram condenar publicamente a realização do estudo, onde os macacos permaneciam agachados numas câmaras herméticas, enquanto viam desenhos animados e inalavam os gases tóxicos do Beetle.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os irados e o PAN

A TVI fez uma reportagem sobre um grupo de nome IRA, Intervenção e Resgate Animal. Retirados alguns erros na peça, como, por exemplo, tomar por sério um vídeo claramente satírico, mostra-se que estamos perante uma organização de justiceiros. Basta, aliás, ir à página deste grupo - que tem 136 000 seguidores - no Facebook para ter a confirmação inequívoca de que é um grupo de gente que despreza a lei e as instituições democráticas e que decidiu fazer aquilo que acha que é justiça pelas suas próprias mãos.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.