Espetáculo "Juntos por Todos" angariou 1,153 milhões de euros

Valor foi conseguido através das chamadas de valor acrescentado.

A iniciativa "Juntos por todos", para ajudar as vítimas dos incêndios de Pedrogão Grande e Figueiró do Vinhos, ultrapassou o 1,153 milhões de euros (às 00.30), durante o concerto que no pavilhão Meo Arena, em Lisboa.

Vinte cinco artistas, e respetivos músicos, disponibilizaram-se para um espetáculo, para 14 mil pessoas. Após os DJ 'Beatbombers', que abriram a cerimónia, AGIR prosseguiu o desfile de artistas, ao qual se seguiram Amor Eletro, Ana Moura, Camané e os D.A.M.A, tendo ficado decidido que a ordem de entrada em palco era alfabética.

Mal foi atingido o montante de um milhão de euros, no final da atuação de Miguel Araújo, ouviu-se uma salva de palmas geral, com o público a entoar "Portugal, Portugal!".

A iniciativa, à qual assistiu o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o ministro da Cultura, Luís Castro Mendes, contou com o alto comissariado da Fundação Calouste Gulbenkian e foi transmitida em direto pela RTP, SIC, TVI e mais de 100 rádios portuguesas, sendo a receita entregue à União das Misericórdias Portuguesas, segundo a organização.

Os incêndios que deflagraram na região Centro, há mais de uma semana, provocaram 64 mortos e mais de 200 feridos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?