Jovem de 16 anos morre durante treino

Francisco Acúrcio caiu inanimado no chão durante o treino do Grupo Desportivo da Ereira, em Montemor-o-Velho

Um jovem de 16 anos morreu ontem à noite durante um treino da equipa de juvenis do Grupo Desportivo da Ereira, em Montemor-o-Velho, Coimbra. Francisco Acúrcio caiu inanimado no chão durante um intervalo nos exercícios que os jogadores estavam a realizar.

De acordo com Luís Pereira, um dos dirigentes do clube, o jovem tinha realizado exames médicos no início da época desportiva e nada de anormal havia sido detetado. O Grupo Desportuvo está "psicologicamente muito afetado", garante o responsável.

"As palavras escasseiam perante um acontecimento que deixará marcas em todos nós, que dia-a-dia, ano após ano convivíamos de perto como se de uma família se tratasse", lê-se num texto publicado na página de Facebook do clube, ao qual o jovem estava ligado há seis anos. "Mas a verdade é que para nós o Francisco, FRAN como carinhosamente o chamavamos, nunca se perderá! O corpo vai embora, a voz e o toque desaparecem, mas a sua maneira de ser, as lembranças e o sentimento verdadeiro permanecerão para sempre nos nossos corações!".

Os primeiros socorros foram prestados ao jovem por elementos do clube. Quando os bombeiros chegaram ao local, Francisco encontrava-se em paragem cardiorrespiratória, tendo prosseguido as manobras de reanimação até à chegada do INEM. O jovem foi depois transportado para o Hospital da Figueira da Foz, onde foi confirmado o óbito.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.