Número de detidos quase duplicou face a 2016

O comandante da Proteção Civil adiantou que os incêndios de Covilhã, Porto de Mós, Melgaço, Cabeceiras de Basto e Terras de Bouro estão agora em fase de resolução

As forças de segurança detiveram este ano 102 pessoas suspeitas do crime de incêndio florestal, quase o dobro do número (53) registado em 2016, segundo o comandante da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

As forças de segurança (Guarda Nacional Republicana e Polícia Judiciária) detiveram até segunda-feira 102 pessoas suspeitas de terem ateado incêndios florestais, quase o dobro dos detidos em período homólogo de 2016, disse Rui Esteves no encontro semanal com a comunicação social.

O comandante da ANPC adiantou também que os incêndios que estavam ativos nas últimas horas estão agora em fase de resolução, nomeadamente Covilhã, Porto de Mós, Melgaço, Cabeceiras de Basto e Terras de Bouro, envolvendo ainda 769 operacionais, apoiados por 242 veículos e quatro meios aéreos.

Neste momento continuam operacionais 17 grupos de reforço de meios nacionais, 17 grupos de reforço dos bombeiros voluntários, sete pelotões militares, três máquinas de rasto militares de rasto e 16 máquinas de rasto civis.

Rui Esteves disse ainda que os dois grupos da Unidade de Militar de Emergência (UME) espanhóis estão hoje de regresso a Espanha.

Entre os dias 15 e 21 de agosto houve um total de 1.276 incêndios, que foram combatidos por 37.914 operacionais, apoiados por 10.087 veículos, com 668 missões aéreas.

Neste período, os distritos mais fustigados com ignições de fogo foram o Porto, com 335 ocorrências, Braga com 132 e Aveiro com 128.

Os distritos com maior área ardida por fogo florestal foram Santarém, Castelo Branco e Portalegre.

O responsável da ANPC avançou também que, de 01 de janeiro até esta terça-feira, foram contabilizadas 11.537 ocorrências de fogo florestal, devido às quais arderam 166 mil hectares de floresta, mais 48 mil hectares ardidos que em igual período do ano passado.

Comparativamente, este ano já deflagraram mais 3.500 ocorrências que no ano de 2016 (8.045), sendo que o ano passado, em período homólogo, tinham ardido 117 mil hectares.

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