Ikea recolhe cómodas depois de seis crianças morrerem

O gigante de mobiliário Ikea disse hoje que vai recolher o seu popular modelo de cómodas 'Malm', depois de seis crianças terem sido esmagadas quando o móvel caiu.

"Hoje, o Ikea dos Estados Unidos da América (EUA) e o Ikea do Canadá vão lançar uma recolha local de cómodas na América do Norte apenas", disse à agência francesa France Presse a porta-voz do grupo Ikea, Kajsa Johansson.

Os media dos EUA relataram que 29 milhões de cómodas estavam a ser recolhidas.

A recolha deve-se a uma norma da American Society for Testing and Materials (ASTM), entidade reguladora da América do Norte, segundo comunicado da marca, razão pela qual os móveis não serão recolhidos em mais nenhum país do mundo, incluindo Portugal. "Tendo em conta que todas as cómodas cumprem com os requisitos obrigatórios de estabilidade, esta decisão não será aplicada nos restantes mercados, incluindo Portugal", sublinha uma declaração enviada ao DN.

"As cómodas IKEA cumprem os requisitos de segurança em vigor em todos os mercados onde são vendidas e não constituem perigo quando fixadas à parede, conforme explicado nas instruções de montagem. Os acessórios de ferragem encontram-se incluídos na embalagem do produto e disponibilizados gratuitamente em todas as lojas", refere o mesmo comunicado.

Kajsa Johansson, a porta-voz do Ikea, sublinhou ainda à AFP que as cómodas "reuniam todos os requisitos obrigatórios de estabilidade em todos os mercados onde foram vendidos".

O grupo sueco informou que foram comunicadas seis mortes nos últimos 13 anos envolvendo cómodas do Ikea, todas nos EUA, incluindo desde 2014. Nenhuma das cómodas tinha sido fixada à parede.

Em 2015, o Ikea lançou uma campanha nos EUA e no Canadá para encorajar os donos das cómodas 'Malm' a fixarem-nas à parede.

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