Idosa desaparecida em Coimbra encontrada após duas noites ao relento

A mulher, sofre de demência e diabetes, foi encontrada quase 48 horas após ter deixado o lar onde se encontrava, em Lordemão

Uma mulher de 79 anos que estava desaparecida desde a tarde de sexta-feira, de um lar em Coimbra, foi encontrada hoje com saúde, disseram à agência Lusa fontes da família e da PSP.

A idosa foi descoberta pouco antes das 12:00, numa área florestal "um pouco longe do lar", em Lordemão, arredores da cidade, com ajuda de uma equipa cinotécnica privada contratada pela instituição, informou a fonte policial.

A mulher, que "padece de demência e diabetes", segundo a neta, Inês Silva, foi encontrada quase 48 horas após ter saído da instituição.

"A minha avó estava num monte que é visível das traseiras do lar", contou hoje a jovem à Lusa, depois de ter falado ao telefone com a familiar, que foi observada no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

Inês Silva adiantou que, aparentemente, a idosa "está bem", apesar dos problemas de saúde crónicos e de ter passado duas noites ao relento, sem comer nem beber.

Por sua vez, a fonte do Comando Distrital de Coimbra da PSP referiu também que a mulher "parecia estar sóbria", tendo dado a entender aos polícias que "não queria ser encontrada, nem regressar à instituição".

A mulher reside habitualmente em Telhadelas, freguesia de Cernache, no mesmo concelho de Coimbra.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

Conhecem a última anedota do Brexit?

Quando uma anedota é uma anedota merece ser tratada como piada. E se a tal anedota ocupa um importante cargo histórico não pode ser levada a sério lá porque anda com sapatos de tigresa. Então, se a sua morada oficial é em Downing Street, o nome da rua - "Downing", que traduzido diz "cai, desaba, vai para o galheiro..." - vale como atual e certeira análise política. Tal endereço, tal país. Também o número da porta de Downing Street, o "10", serve hoje para fazer interpretações políticas. Se o algarismo 1 é pela função, mora lá a primeira-ministra, o algarismo 0 qualifica a atual inquilina. Para ser mais exato: apesar de ela ser conservadora, trata-se de um zero à esquerda. Resumindo, o que dizer de uma poderosa governante que se expõe ao desprezo quotidiano do carteiro?

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A escolha de uma liberdade

A projeção pública da nossa atividade, sobretudo quando, como é o caso da política profissional, essa atividade é, ela própria, pública e publicamente financiada, envolve uma certa perda de liberdade com que nunca me senti confortável. Não se trata apenas da exposição, que o tempo mediático, por ser mais veloz do que o tempo real das horas e dos dias, alargou para além da justíssima sindicância. E a velocidade desse tempo, que chega a substituir o tempo real porque respondemos e reagimos ao que se diz que é, e não ao que é, não vai abrandar, como também se não vai atenuar a inversão do ónus da prova em que a política vive.

Premium

Marisa Matias

Penalizações antecipadas

Um estudo da OCDE publicado nesta semana mostra que Portugal é dos países que mais penalizam quem se reforma antecipadamente e menos beneficia quem trabalha mais anos do que deve. A atual idade de reforma é de 66 anos e cinco meses. Se se sair do mercado de trabalho antes do previsto, o corte é de 36% se for um ano e de 45%, se forem três anos. Ou seja, em três anos é possível perder quase metade do rendimento para o qual se trabalhou uma vida. As penalizações são injustas para quem passou, literalmente, a vida toda a trabalhar e não tem como vislumbrar a possibilidade de deixar de fazê-lo.