Homem acusado de violar e engravidar filha de 11 anos. PJ encontrou vídeos

Abusos sexuais durariam há cerca de dois anos, diz a PJ. O homem saiu em liberdade da audiência para determinar as medidas de coação, com a proibição de contactar a menor e a outra filha

Um homem acusado de violar e engravidar a filha adotiva de 11 anos, em Matosinhos, foi ontem presente a tribunal tendo saído em liberdade da audiência para determinar as medidas de coação, com a proibição de contactar a menor e a outra filha, avança o JN.

Segundo comunicado da PJ, existem mesmo "ficheiros com imagens das agressões sexuais infligidas pelo detido à ofendida", que as autoridades conseguiram recuperar.

O homem de 43 anos "aproveitava os momentos em que ficava a sós com a ofendida, sua familiar então com 9 anos de idade, para perpetrar os abusos sexuais que se prolongaram durante cerca de 2 anos", diz ainda o comunicado. Ou seja, os abusos começaram quando a criança tinha 9 anos, pouco tempo depois de ter sido adotada. O casal tem ainda outra filha adotada.

A criança acabou por engravidar e os abusos foram descobertos depois de a mãe ir com a filha ao hospital. A gravidez foi comunicada à PJ pelos médicos do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, por se tratar de uma criança. A menor terá revelado então que o homem gravava os abusos, pelo que a polícia conseguiu recuperar os ficheiros do telemóvel do acusado.

Segundo o jornal Correio da Manhã, exames de ADN comprovaram que o pai era responsável pela gravidez da menor. A mãe, que garantiu nunca ter desconfiado dos abusos já que a menor temia ser "devolvida" a uma instituição, autorizou a interrupção da gravidez, que estava na nona semana.

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