Homem que atacou ex-companheira com ácido julgado por tribunal coletivo

O arguido terá tentado matar a mulher lançando-lhe ácido clorídico para a cara e corpo, provocando-lhe graves queimaduras

O homem que atacou a ex-companheira com ácido na via pública, em Alvor, Portimão, vai ser julgado por um tribunal coletivo por violência doméstica e tentativa de homicídio qualificado, informou hoje o Ministério Público.

O homem, ajudado por outro arguido, cujo paradeiro é ainda desconhecido, tentou matar a ex-companheira, de origem britânica, em maio passado, lançando-lhe ácido clorídrico para a cara e corpo, o que lhe provocou graves queimaduras.

"Os dois arguidos terão perseguido a ofendida e, depois de descobrirem que esta se encontrava no Algarve, deslocaram-se da Madeira até a Alvor", lê-se no comunicado publicado no sítio de Internet da Procuradoria da Comarca de Faro.

Segundo a acusação, a tentativa de homicídio ocorreu na noite de 6 de maio de 2017, depois de a vítima ter terminado o relacionamento, o que não foi aceite pelo arguido.

"O arguido não aceitou esta separação e, de acordo com a acusação, decidiu matar a sua ex-companheira, com a colaboração do outro arguido", que vigiava o local enquanto a vítima era abordada pelo ex-companheiro.

O primeiro arguido e a vítima viveram juntos durante cerca de dois anos na Madeira e em Inglaterra, até a mulher ter terminado a relação.

Dos dois homens, de 34 e 44 anos de idade, apenas um foi detido, logo nas semanas após o crime, estando a aguardar o prosseguimento do processo em prisão preventiva.

A investigação foi dirigida pelo Ministério Público da 1ª secção de Portimão do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Faro, coadjuvado pela Polícia Judiciária (PJ).

Ler mais

Exclusivos

Premium

JAIME NOGUEIRA PINTO

O arauto da revolta popular

Rejeição. Não é, por enquanto, senão isso. Não pelos reaccionários, pelos latifundiários, pelos generais golpistas, pelos fascistas declarados ou encapotados, mas pelo povo brasileiro, que vota agora contra a esquerda dita idealista - e notoriamente irrealista quanto à natureza humana (sobretudo à própria) - que montou um "mecanismo" de enriquecimento ilícito e de perpetuação no poder digno dos piores hábitos do coronelismo e do caciquismo que os seus antepassados ideológicos, de Josué de Castro a Celso Furtado, tanto criticaram. Um povo zangado, enganado, roubado, manipulado pelos fariseus da tolerância, dos direitos humanos e das flores de retórica do melhor dos mundos, pelos donos de tudo - do pensamento único aos recursos do Estado.