Hoje há Noite Europeia dos Investigadores

A iniciativa conta com centenas de atividades dedicadas à ciência espalhadas pelo país, e pela Europa. Cientistas e cidadãos encontram-se

Há bancas com experiências que podem ser feitas ali mesmo, na hora, há demonstrações com robôs e observações com telescópios e há também debates coletivos e momentos de conversa cara a cara com cientistas. O programa é intenso, propõe-se satisfazer a curiosidade do público e promete também ser divertido, porque não vão faltar jogos e muita música, quando alguns dos investigadores, que também são músicos, largarem os tubos de ensaio para pegarem nas suas guitarras.

É hoje, a Noite Europeia dos Investigadores que, em Portugal, conta com atividades em mais de duas dezenas de cidades, incluindo Lisboa, Porto, Braga, Guimarães, Faro ou Estremoz, entre muitas outras. A ideia é aproximar cientistas e cidadãos e dar a conhecer, "de uma maneira informal, o dia-a-dia do trabalho dos cientistas", sublinha José Pedro Sousa Dias, diretor do Museu de História Natural e da Ciência (MHNC), uma das instituições que em Portugal organiza e alberga o evento, em conjunto com as universidades de Lisboa, Nova de Lisboa, Porto e Minho, entre outras instituições. O programa, que é vasto e diversificado, pode ser consultado aqui e aqui.

O Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, e todos os centros Ciência Viva espalhados pelo país, assinalam igualmente a noite com programas diversificados. No Pavilhão do Conhecimento, o mote para esta noite de ciência é "o futuro com otimismo", explica Inês Oliveira, diretora de programação científica do pavilhão e a responsável, ali, pela organização do evento. "A ideia é mostrar como a ciência e a tecnologia podem inspirar um futuro melhor", sublinha a responsável. Com a participação de 120 a 130 investigadores e mais de 60 projetos de investigação, o pavilhão vai ter muito para mostrar.

Já no MHNC estarão representados 58 centros de investigação e associações científicas que propõe mais de cem atividades.

A Noite Europeia dos Investigadores é uma iniciativa da Comissão europeia, que se realiza desde 2005, e que visa aproximar cientistas e cidadãos. Este ano haverá atividades em mais de 300 cidades da Europa, que deverão mobilizar mais de um milhão de cidadãos.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?