Há relações em que o animal de estimação é o mais importante

Há quem considere que tratar mal um animal é razão para acabar o casamento

Benny já não mora ali. Manuel também não. O gato e o namorado de Marta Rebelo, ex-deputada socialista e consultora de comunicação, andam nas bocas do mundo desde há vários dias. Desde que ela revelou - no blogue Fabulista - os pormenores desse fim de namoro: "O Manuel saiu das nossas vidas. Foi ele que te deixou fugir, apesar de o ter avisado até à exaustão. Não consegui perdoá-lo. Tentei, mas não consegui. Mesmo que só tenha a tua mantinha e a tua taça azul, és biliões de vezes mais importante do que qualquer namorado."

Até ontem, Benny ainda não tinha voltado para casa. De Manuel também nada mais se soube, e da vida de Marta apenas o que ela escreveu, no início desta semana. Um longo lamento em inglês - porque "aos estrangeiros uma pessoa explica, aos conativos basta dizer algumas frases" - parcialmente traduzido: "Mas vocês são só cretinos por desporto, ou realmente não têm qualquer espécie de vida digna de cronologia e ocupam-se apenas da vida não-burocrática, não-vidinha-fadinho, dos demais?", questiona. E depois sublinha que considera tão filhos verdadeiros a cadela Nonô, como as gatas bebés e o Benny, desaparecido em setembro. "E se um vosso filho se lhe escapasse e morresse, desaparecesse ou se magoasse seriamente, seriam capazes de olhar para o marido/unido de facto/namorado da mesma forma, e com o passar do tempo, fazer desaparecer-vos da mioleira que, sem qualquer maldade mas com negligência, ficaram sem o vosso miúdo por causa dele?", pergunta Marta Rebelo, que é seguida no blogue por uma legião de amigos.

A maioria identifica-se com tudo aquilo por que está a passar. Sucedem-se relatos de quem nunca superou a perda de um animal de estimação, de quem quase os humaniza. E numa volta pelo país é fácil perceber que são muitos aqueles para quem os animais de estimação são tudo, por quem fariam o que fosse preciso.

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