Nasceram duas crias de golfinho no estuário do Sado

Nasceram duas crias na comunidade de roazes do estuário do Sado em 2016

Há duas novas crias que vieram alargar a população de roazes do Estuário do Sado. A primeira nasceu em agosto e a segunda em outubro, mas o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (CNF) optou por não divulgar logo estes nascimentos de modo a proteger as novas crias.

A escolha do nome destes novos animais será feita pelos alunos de uma escola do concelho de Setúbal, conforme decisão do Conselho Estratégico da Reserva Natural do Estuário do Sado.

Com estes novos elementos a população conta atualmente com 29 animais. Após um acentuado declínio nas décadas de 80 e de 90 do século passado, tendo registado um mínimo de 25 animais em 2011, a população de roazes do estuário do Sado tem vindo a crescer lentamente.

A elevada mortalidade infantil registada na década de 80 parece ter sido revertida e, à exceção da cria Sapal (nascida em 2013), todas as outras crias nascidas nos últimos anos continuam ainda na população, salienta o ICFN.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?