Grupo de taxistas atacou um carro alegadamente da Uber

O carro levou pontapés e foi atirada uma pedra que partiu o vidro traseiro

Um grupo de taxistas atacou um carro alegadamente da Uber que estava a chegar ao aeroporto de Lisboa, esta segunda-feira de manhã. O carro levou pontapés e foi atirada uma pedra que partiu o vidro traseiro. Só a escolta da polícia permitiu ao carro chegar ao aeroporto.

O Corpo de Intervenção Rápida da Polícia que estava na Rotundo do Relógio, depois de alguns confrontos entre manifestantes e polícias, desceu a rampa para se juntar às brigadas de Intervenção Rápida da PSP que já estavam no local.

Milhares de taxistas concentram-se hoje em Lisboa num protesto contra plataformas de transportes de passageiros como a Uber ou a Cabify, numa manifestação que os deve levar até à Assembleia da República, mas que, por enquanto, ficou parada na zona do aeroporto, de onde os taxistas dizem que não arredam pé. Os representantes do setor foram reunir-se de urgência no ministério do Ambiente.

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João Gobern

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Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.