Assaltantes que explodiam caixas multibanco detidos

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou hoje a detenção de dois homens suspeitos de fazerem parte de um grupo responsável pelo furto de dinheiro em caixas multibanco, com recurso a arrombamento com utilização de explosivos.

Em comunicado, a PJ afirma que os dois detidos são presumíveis autores de "várias explosões em caixas multibanco, ocorridas entre agosto e outubro de 2016", em Coimbra, Condeixa-a-Nova e Maiorca (distrito de Coimbra), e em Alvaiázere, distrito de Leiria.

A investigação, a cargo da Diretoria do Centro da PJ, resultou numa operação policial, realizada na madrugada de quarta-feira na zona de Coimbra, "tendo em vista o completo desmantelamento do referido grupo criminoso" e que, de acordo com o comunicado, "permitiu reforçar os elementos probatórios já existentes".

Para além da detenção dos dois suspeitos - que depois de ouvidos por um juiz ficaram sujeitos a apresentações às autoridades duas vezes por semana - foram apreendidas peças de vestuário, calçado e telemóveis.

A investigação, tutelada pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Coimbra, levou ainda à identificação de um terceiro homem, presentemente em prisão domiciliária pela prática de crimes contra a propriedade e que foi constituído arguido por suspeitas de fazer parte do mesmo grupo criminoso, cujos integrantes têm entre 20 e 35 anos.

Ler mais

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.