Furacão Ophelia sobe a categoria 2. Nas próximas horas vai para os Açores

O furacão Ophelia subiu a categoria 2, anunciou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) que prevê vento com rajadas na ordem dos 100 qulómetros/hora nas ilhas de Santa Maria e São Miguel, nos Açores.

Segundo um comunicado do Centro de Previsão e Vigilância Meteorológica dos Açores do IPMA, às 21:00 de quinta-feira (mais uma hora em Lisboa), o centro do ciclone Ophelia estava a 1.150 quilómetros a sudoeste dos Açores.

O ciclone, designação meteorológica que engloba tempestades tropicais e furacões de categorias 1 a 5, está praticamente estacionário, mas "nas próximas horas deverá voltar a deslocar-se para este/nordeste em direção ao arquipélago", adianta o comunicado, disponibilizado na página do Facebook da delegação regional dos Açores do IPMA.

A previsão indica que "existe uma probabilidade de o ciclone condicionar o estado do tempo no grupo oriental (com vento médio igual ou superior a 65 quilómetros/hora) a partir das 12:00 de sábado que em Santa Maria varia entre 50 a 70% e em São Miguel entre 30 a 40%".

Assim, a partir das 12:00 de sábado deverá ocorrer "um agravamento do estado do tempo, com precipitação por vezes forte e acompanhada de trovoada, vento com rajadas que em São Miguel podem chegar aos 100 quilómetros/hora e em Santa Maria poderão ultrapassar os 100 quilómetros/hora, e ondas que podem atingir os seis metros de altura significativa", refere o IPMA.

Quanto às ilhas dos grupos ocidental, Flores e Corvo, a partir da madrugada de hoje, "devido a uma superfície frontal fria com atividade moderada a forte, prevê-se precipitação por vezes forte, podendo ser acompanhada de trovoada".

Esta situação estende-se no sábado às ilhas da Terceira, Pico, São Jorge, Graciosa e Faial, o grupo central dos Açores.

O IPMA emitiu avisos amarelo e laranja para o arquipélago devido à previsão de chuva, vento, trovoada e agitação marítima.

As ilhas de Santa Maria e de São Miguel estão sob aviso laranja para vento e aviso amarelo para agitação marítima a partir das 12:00 de sábado até às 06:00 de domingo.

O IPMA emitiu ainda um aviso laranja devido à chuva forte prevista entre as 12:00 e as 24:00 de sábado nestas duas ilhas.

Sob aviso laranja para chuva forte estão as cinco ilhas do grupo central entre as 00:00 e as 18:00 de sábado. Neste período vai vigorar ainda um aviso amarelo para trovoada.

Para as Flores e Corvo, hoje, entre as 03:00 e as 18:00, está prevista trovoada e precipitação forte, pelo que estas duas ilhas estão sob aviso amarelo.

O aviso laranja é o segundo de uma escala de quatro e indica situação meteorológica de risco moderado a elevado. O aviso amarelo, o terceiro de uma escala de quatro, revela situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.