C-130 saiu de Lisboa para retirar portugueses das Caraíbas

Avião vai buscar os portugueses das ilhas de Saint-Barthelémy e Saint-Martin, que seguirão de barco até Guadalupe

Um avião C-130 saiu esta segunda-feira de Lisboa com destino a Belém do Pará para retirar portugueses das ilhas de Saint-Barthelémy e Saint-Martin, disse à Lusa o porta-voz e chefe das relações públicas da Força Aérea.

Segundo Manuel Costa, o voo saiu pelas 14:45 de Lisboa em direção ao Montijo e em seguida para Cabo Verde. Depois de uma paragem em Cabo Verde, o C-130 voa para a Base Aérea de Belém do Pará (Brasil).

Daí, segundo o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, aguardará que os portugueses que saíram das ilhas atingidas cheguem de barco a Guadalupe. E será daquela ilha das Caraíbas que a aeronave irá resgatar os portugueses.

O voo, que está ao cargo da Esquadra 501 da Força Aérea Portuguesa, tem uma duração de 13 horas, disse a mesma fonte.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?