Forcados, toureiros e bandarilheiros retirados da Garraiada de Coimbra

"Acabou-se com a parte violenta da Garraiada", salientou João Luís Jesus, dux veteranorum do Conselho de Veteranos da Universidade de Coimbra

O Conselho de Veteranos aprovou na noite de quinta-feira a retirada de cavaleiros, forcados e bandarilheiros da "novilhada popular" da Garraiada, evento tradicional da Queima das Fitas de Coimbra.

A "novilhada popular", que envolve "cavaleiros, forcados e toureiros, com farpas e bandarilhas", será retirada da Garraiada da Queima das Fitas de Coimbra, disse hoje à Lusa o dux veteranorum do Conselho de Veteranos da Universidade de Coimbra, João Luís Jesus. "Acabou-se com a parte violenta da Garraiada", frisou.

No lugar da "novilhada popular", será introduzida "uma atividade ligada à tauromaquia", com prática e tradição em Espanha, em que profissionais vão dar um "espetáculo de acrobacias, de forma divertida, em que não há qualquer contacto direto com o animal", explanou o dux, em declarações à Lusa.

A Garraiada, que começa com um desfile de fitados, vai continuar a terminar com "a vacada", em que estudantes fazem pegas a garraios, informou. No entanto, sublinha João Luís Jesus, serão "introduzidas regras" para que não haja "tantos estudantes de volta do animal", protegendo "ao máximo" o garraio e garantindo "o mínimo de contacto".

Segundo o dux, com estas alterações, cujos pormenores ainda estão "em fase de estudo", será possível anular "a violência que era contestada", "salvaguardar a integridade do animal" e manter, ao mesmo tempo, "a tradição tauromáquica na Queima das Fitas".

Já em 2015, estudantes de Coimbra lançaram uma petição a pedir a abolição da garraiada da Queima das Fitas, devido à prática de violência contra animais, sendo que nessa altura não houve qualquer alteração ao evento.

Este ano, em fevereiro, a Academia do Porto já tinha anunciado suspender a partir de maio a tradicional Garraiada, que costumava encerrar a Queima das Fitas daquela cidade.

Exclusivos